terça-feira, 24 de maio de 2016

Pastilhas de freio

            Você motociclista deve saber a importância das pastilhas para o sistema de freio. São elas que, em contato com os discos, fazem as rodas as motos pararem. O que poucos sabem é que as pastilhas precisam de um período de amaciamento, seja nas motos zero quilômetro ou após serem substituídas. Após cada troca de pastilhas e discos de freio, o condutor deve tomar mais cuidado em frenagens por aproximadamente 300 kms, que seria o tempo de assentamento das novas pastilhas e ou discos de freio. 

          Outra dúvida comum entre os motociclistas é a hora correta de substituir, bom, nesse caso seria interessante a ajuda de seu mecânico de confiança, nossa média nacional é de 5.000 km, mas não existe um tempo padrão certo, cada modelo e marca tem uma duração, não tem como estipular um prazo. Outro fator que deve ser levado em conta é a forma de pilotagem, podemos fazer um teste com duas motos semelhantes com a mesma marca e modelo de pastilha, coloque um motoboy cumprindo metas de entregas pilotando uma e na outra um cuidadoso motociclista que utiliza sua moto somente em passeios, com certeza o motoboy irá trocar bem antes do outro motociclista.

          Caso a pastilha estiver com espessura mínima de 2mm, recomenda-se substituir imediatamente, procure sempre observar o estado das mesmas, procure evitar a situação de ruídos na frenagem,  existe uma seta indicadora no peão próximo ao eixo traseiro que indica quando as as partilhas estão gastas. Como as pastilhas de freio, atuam diretamente nos discos de freio, é muito importante o mecânico avaliar também a situação em que se encontram os discos. O Mecânico deve sempre orientar o consumidor sobre possíveis avarias nos discos, bem com sua espessura mínima de segurança. Para garantir uma boa frenagem do veículo, é recomendado que os discos de freio sejam retificados ou trocados por novos, caso a espessura mínima de segurança do disco seja ultrapassada.          

          Uma dica para quem vai fazer uma viagem distante, mesmo que sua pastilha esteja "meia vida", substitua e guarde a antiga, existem opiniões que nas estradas o desgaste é menor, mas isso depende muito para onde você vai e como você pilota. Um exemplo clássico da necessidade de troca seria uma viagem para a Serra do Rio do Rastro, onde você percorre aquele trecho de serra com sua(eu) parceira (o) na garupa e com moto carregada de bagagens freando a quase todo instante, consequentemente com um desgaste bem mais forte. 

          Situação semelhante aconteceu comigo em minha primeira viagem para o Chile, não substitui as pastilhas, eram semi-novas, subi e desci a Cordilheira dos Andes, quando cheguei em Curitiba os discos já estavam com alguns riscos.

Quais os Tipos de Pastilha de Freio?

Orgânica, semi-metálica, metálica, sinterizada ou carbono – São tipos de materiais usados na pastilha de freio. Cada um tem diferentes características que afetam o coeficiente de atrito, a durabilidade da pastilha e do disco de freio, assim como o barulho e o pó gerados na frenagem, entre outros. Ao escolher o melhor material para o seu uso considere, além do aspecto técnico, a qualidade e a garantia oferecidas pelo fabricante e revendedor – peças de melhor qualidade lhe trarão economia no médio e longo prazo, além de maior prazer ao pilotar sua moto. A seguir temos uma visão geral de cada tipo, levando em conta apenas o material construtivo e a tendência de resultado final.

OrgânicaFeitas a base de celulose e resina fenólica. Antigamente se utilizava asbesto (amianto) para melhorar as propriedades em altas temperaturas, mas atualmente esse material está proibido por ser cancerígeno. Tem um razoável coeficiente de atrito sob baixos esforços e baixas temperaturas de operação. Desgastam pouco o disco de freio, são baratas e quase não produzem barulho. Por outro lado desgastam-se mais rápido e se degeneram sob alta temperatura (vitrificam). São mais indicadas para uso urbano, sem compromisso com alto desempenho e em motos de pequena cilindrada. São as mais comuns no mercado paralelo.

Semi-Metálica (ou ‘organometálica’) – Estas pastilhas tem, tipicamente, latão, ferro e/ou alumínio adicionados em diferentes proporções à resina, de forma à incrementar suas características em altas temperaturas e a resistência mecânica do composto. São pastilhas excelentes para o uso no dia-a-dia de motos médias (250 a 600 cc.). Em relação às orgânicas, tem um custo pouca coisa superior – largamente compensado pela maior durabilidade, eficiência e sensibilidade. Geram pouco ou nenhum desgaste adicional no disco de freio, mas são mais ruidosas que estas. Ao final, suas qualidades estão tornando-as padrão no uso diário em motos na faixa de 250 a 600 cc. e até em motos maiores (como as Harley-Davidson) - neste caso para as usadas esporadicamente. A maioria das motos médias saem de fábrica com este tipo de pastilha.

Metálica (também ‘organometálica’) – São parentes próximas das semi-metálicas. Levam uma carga maior de pó metálico para se adequarem às exigências de uso das motos de maior cilindrada (acima de 600cc.), mantendo os mesmos benefícios e qualidades. Praticamente todas as motos modernas dessa faixa de cilindrada utilizam originalmente pastilhas metálicas. Assim como as semi-metálicas, estas tem longa vida útil e trazem ao motociclista frenagens mais progressivas e consistentes.

Sinterizada Estas pastilhas são feitas de uma mistura de metais em pó, tipicamente alumínio, bronze, cobre, ferro e cerâmicas - estes últimos voltados para altas temperaturas, moldada em alta temperatura e pressão de forma que torna-se um bloco sólido e homogêneo. Podem ser formuladas para funcionarem melhor a baixas, médias ou altas temperaturas, porém usualmente tem comportamento apenas mediano quando frias. Também dependendo de sua composição podem ser mais ou menos agressivas ao disco. É a tendência da indústria motociclística de alto desempenho e já são uma realidade nas pistas de corrida.

S-Sinter – Estas pastilhas, exclusividade da Fischer, são produzidas por um processo especial que lhes dão as boas características das pastilhas sinterizadas para uso no off-road (resistência ao desgaste e ótimo comportamento operando molhada) sem as principais limitações das sinterizadas: acelerado desgaste do disco de freio, demora no aquecimento e preço elevado. Ao contrário, trabalha bem desde fria e é menos agressiva ao disco de freio que uma sinterizada de desempenho equivalente. Já são amplamente usada pelas melhores equipes brasileiras de enduro, rally e motocross com excelentes resultados.


Fontes:
http://www.revistamundomoto.com.br

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