sexta-feira, 27 de maio de 2016

Side Car



          O sidecar foi mencionado pela primeira vez em janeiro de 1903, em um desenho animado desenhado por George Moore por "Motor Cycling" em um jornal britânico. Até o final do mês, WJ Graham possuía uma patente para o projeto. Os primeiros carros laterais eram feitas de vime, o que lhes permitiu adicionar o mínimo de peso possível da motocicleta. Pareciam cadeiras com rodas.

        


 
        Criado para transportar mais um passageiro, os sidecars ficaram famosos por sua utilização na 1ª e 2ª Guerras Mundiais e em filmes, estima-se que rodem um milhão de sidecars mundo afora, eles quase sempre foram confeccionados artesanalmente por pequenas empresas, das grandes, a Harley-Davidson produziu durante a época da 1ª Guerra Mundial mesclando a agilidade da moto à possibilidade de carregar arma e atirador ao lado. A popularidade nos Estados Unidos diminuiu nas décadas seguintes acompanhando o barateamento do automóvel, mas seguiu firme na Europa e teve papel importante nas tropas alemãs, russas e inglesas durante a 2º Guerra Mundial.

          


          A construção utiliza tubos de aço para a estrutura e chapas que serão moldadas para dar a forma escolhida pelo cliente, num processo que leva seis meses e custa a partir de R$ 40 mil até que esteja pronto com sistema de suspensão, roda e pneu combinando com a moto, acabamento interno, pintura personalizada etc.






          Se você estiver interessado num sidecar, saiba que no Brasil você terá que utilizar duas placas, é o que diz a legislação, a exigência de emplacamento para o side-car, mesmo sendo atualmente considerado pelo DENATRAN uma carroceria ao invés de ser equiparado aos reboques, sempre foi um ponto polêmico: se antes ao ter placa específica para o implemento era mais fácil uma intercambialidade entre diferentes motos, agora é registrado como parte integrante da moto à qual estiver atrelado, devendo ter uma placa idêntica, o que acaba por requerer mais burocracia ao transferir o equipamento para outra moto. Como o side-car não impede a correta visualização da placa do veículo, já me parece um contra-senso exigir que seja emplacado. E mesmo assim, a manobrabilidade e facilidade em encontrar vagas para estacionamento mesmo em áreas com fluxo intenso de veículos tem proporcionado um crescimento na aceitação do side-car no uso comercial e de serviços.


          O sidecar também chegou às pistas de corrida, e de uma forma muito louca, o passageiro ficando pendurado para fora do sidecar, quase deitado do lado interno da curva, buscando o equilibrio do conjunto. 










          A primeira motocicleta foi construída por uma alemão chamado Daimler (aquele que iria se associar a Karl Benz para fundar a Mercedes-Benz) em 1885, e era conhecida como "Reitwagen" , ou veículo de montar.

A Reitwagen, a 1ª motocicleta


          Existem duas empresas que confeccionam sidecars de primeira linha, a indiana Royal Enfield e a russa Ural , veja as fotografias.




















quarta-feira, 25 de maio de 2016

Uso de celular pode ser motivo de acidente em Brasilia


          Durante esta semana muitos usuários de redes sociais alteraram suas fotos de perfil em critica à utilização de telefones celulares atrás do volante.

          Justamente neste mês, onde esta sendo realizado uma Campanha de Prevenção de Acidentes no trânsito intitulada de Maio Amarelo, vem uma notícia triste para o meio motociclístico, a Polícia Civil está investigando o suposto uso de celular pela motorista de um ix35 que provocou a morte do servidor público Antonio Eduardo da Silva Mendes, de 52 anos, em um acidente neste último domingo, 22.

          Entre os motociclistas, a revolta é grande. Até porque, afirmam, a motorista estaria sendo acobertada por ser parente de uma figura influente da cidade. Motociclistas de vários moto clubes do Distrito Federal participaram na manhã desta terça-feira (24) de uma homenagem ao servidor público Antonio Eduardo da Silva Mendes, de 52 anos, morto no último domingo ao ter a moto atingida por um veículo em uma avenida do Sudoeste.

Foto: Notibras


          Para motociclistas, pilotar com a viseira levantada já é motivo para suspensão de carteira, a Lei foi alterada recentemente, a viseira pode ser levantada quando a motocicleta estiver imobilizada na via, independentemente do motivo, devendo ser imediatamente restabelecida a posição frontal aos olhos quando o veículo for colocado em movimento. Já o fato de dirigir falando ao celular a penalidade passou a ser gravíssima sendo lavrada apenas uma multa e sete pontos na carteira.





O que diz o CTN:

Art. 244. Conduzir motocicleta, motoneta e ciclomotor:
I - sem usar capacete de segurança com viseira ou óculos de proteção e vestuário de acordo com as normas e especificações aprovadas pelo CONTRAN;
Infração - gravíssima;
Penalidade - multa e suspensão do direito de dirigir;
Medida administrativa - Recolhimento do documento de habilitação;


Art. 252. Dirigir o veículo:
.................
VI - utilizando-se de fones nos ouvidos conectados a aparelhagem sonora ou de telefone celular;
Infração - média;
Penalidade - multa.

Fonte: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9503.htm (Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997.)

Maio amarelo

          Neste mês esta ocorrendo a Campanha Maio Amarelo, estivemos participando de uma blitz educativa em conjunto com o Batalhão de Trânsito do Parana (BRTRAN). Realizamos a entrega de panfletos e também passamos algumas orientações a motociclistas e motoristas que passavam pela João Negrão. Abordamos temas numa linguagem acessível e direta para que as dicas sejam assimiladas por todos. São orientações simples, mas importantes, que buscam mudar comportamentos, chamam a atenção para a reflexão, para o planejamento e um olhar sempre atento para as questões de segurança.

          O Movimento Maio Amarelo nasce com uma só proposta: chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo. O objetivo do movimento é uma ação coordenada entre o Poder Público e a sociedade civil. A intenção é colocar em pauta o tema segurança viária e mobilizar toda a sociedade, envolvendo os mais diversos segmentos: órgãos de governos, empresas, entidades de classe, associações, federações e sociedade civil organizada para, fugindo das falácias cotidianas e costumeiras, efetivamente discutir o tema, engajar-se em ações e propagar o conhecimento, abordando toda a amplitude que a questão do trânsito exige, nas mais diferentes esferas.

          Acompanhando o sucesso de outros movimentos, como o “Outubro Rosa” e o “Novembro Azul”, os quais, respectivamente, tratam dos temas câncer de mama e próstata, o “MAIO AMARELO” estimula você a promover atividades voltadas à conscientização, ao amplo debate das responsabilidades e à avaliação de riscos sobre o comportamento de cada cidadão, dentro de seus deslocamentos diários no trânsito.




          A marca que simboliza o movimento, o laço na cor amarela, segue a mesma proposta de conscientização já idealizada e bem-sucedida, adotada pelos movimentos de conscientização no combate ao câncer de mama, ao de próstata e, até mesmo, às campanhas de conscientização contra o vírus HIV – a mais consolidada nacional e internacionalmente.






          Portanto, a escolha proposital do laço amarelo tem como intenção primeira colocar a necessidade da sociedade tratar os acidentes de trânsito como uma verdadeira epidemia e, consequentemente, acionar cada cidadão a adotar comportamento mais seguro e responsável, tendo como premissa a preservação da sua própria vida e a dos demais cidadãos.





       Vale ressaltar que o MAIO AMARELO, como o próprio nome traduz, é um movimento, uma ação, não uma campanha; ou seja, cada cidadão, entidade ou empresa pode utilizar o laço do “MAIO AMARELO” em suas ações de conscientização tanto no mês de maio, quanto, na medida do possível, durante o ano inteiro.







          A motivação para o Movimento MAIO AMARELO não é novidade para a sociedade. Muito pelo contrário, é respaldada em argumentos de conhecimento público e notório, mas comumente desprezados, sem a devida reflexão sobre o impacto na vida de cada cidadão.

          Em conclusão, o MAIO AMARELO quer e espera a participação e envolvimento de todos comprometidos com o bem-estar social, educação e segurança em decorrência de cultura própria e regras de governança corporativa e função social; razão pela qual, convidamos você, sua entidade ou sua empresa a levantar essa bandeira e fazer do mês de maio o início da mudança e fazer do AMARELO, a cor da “atenção pela vida”.










Seguro para motos - orientações

  Devido à facilidade de mobilidade, vem aumentando a preferência pela utilização de motocicletas no dia a dia nas grandes cidades, bem como na área de turismo sobre duas rodas, empresas como BMW, Harley Davidson e Triumph passaram a investir forte nos últimos anos buscando conquistar novos consumidores, este mercado vem crescendo mesmo com a crise que nosso país vem enfrentando.

          Nos maiores centros consumidores de motos, a produção esta focada na fabricação de scooters, ciclomotores e motos de baixa cilindrada, tendo esses veículos a característica apenas de utilitário. Já no Brasil, o mercado que esta aquecido é o das chamadas “motos de lazer”, principalmente nas motos de mais de 500 cilindradas. 

          Diante disso, torna-se indispensável a contração de um seguro para sua máquina, depois de contratado um seguro você andará com mais confiança, mesmo com a cobertura limitada contra roubo, furto e incêndio apenas. Se você optar por um seguro de moto com cobertura compreensiva, terá riscos recorrentes contemplados, como: colisão, capotagem, queda de objeto sobre o veículo, danos causados quando a moto estiver sendo transportada, vendaval, granizo, raio ou explosão e roubo ou furto de seu veículo. Ou seja, você terá cobertura contra riscos que podem acontecer com a sua moto e que, sem o seguro, ficaria caro demais para você bancar sozinho. Uma pequena distração, óleo na pista ou até mesmo um pneu furado são suficientes para te levar ao chão.

Qual o valor do seguro de moto?

          No caso do seguro de moto, como em qualquer outra modalidade de seguros, o preço é calculado de acordo com o risco: quanto maior ele for, maior será o preço a ser pago. Os riscos são analisados pelas seguradoras, através de dados estatísticos elas conseguem verificar quais são as regiões onde ocorrem roubos e furtos com mais frequência, quais possuem um custo mais oneroso de reparação e em qual faixa etária ocorrem mais acidentes, entre outros detalhes.

          Além disso, as seguradoras analisam o perfil de cada condutor da moto: o local de residência, se já se envolveu em alguns sinistros, acidentes e roubos de veículos anteriores, histórico de crédito, local onde a moto fica estacionada, se utiliza ou não para o trabalho ou para esportes, a idade do condutor principal e outras informações que interferem diretamente no risco do veículo.

          Por isso, quando estiver contratando um seguro seja sincero ao fazer uma simulação, respondendo corretamente as perguntas. Caso você minta no formulário para alterar o preço do seguro, poderá ficar sem a indenização em caso de sinistro se a seguradora descobrir essa pequena mentira.

          A economia de nosso país não anda muito boa, caso esteja com orçamento apertado, contrate um seguro de moto adequado com as suas necessidades. Veja se realmente necessita de uma franquia ampliada para cobrir os seus riscos, uma cobertura mais básica poderá lhe ajudar nesse momento.

          Ao contratar um seguro procure estar atento nas coberturas como colisão, incêndio, roubo e furto, se existe cobertura de danos a terceiros. Algumas seguradoras oferecem outros benefícios adicionais na contratação no seguro como:

* Garantia e o reembolso das despesas que você possa vir a ter quando ficar sem o seu veículo por indenização integral.

* Carro Extra 

* Porto Socorro Completo.

Seguro com corretor ou não? 

          A dica que todo mundo já sabe, mas muito acabam se esquecendo, é o fato de procurar um corretor de seguros para realizar a cotação e a contratação, geralmente seguros são vendidos em agências bancárias onde o gerente apenas faz a ligação entre cliente x seguradora. Buscando uma corretora séria no mercado você será melhor assistido em caso de sinistro. Solicitamos um parecer do Sr. Glauco Carvalho, profissional da area de seguros, sobre a importância desse assunto, segue:


          "Quando o Rogério pediu para que eu escrevesse sobre seguro, logo me surgiu a dúvida sobre o que exatamente dizer aos leitores de Expedições Latinas, pois eu tinha o desafio de transmitir algo que seus usuários realmente gostassem e, principalmente, que fosse ÚTIL. 

          Entretanto, enquanto pensava a cerca deste impasse, minha filha adentra a sala para pedir uma
cotação de seguro para o namorado de uma amiga, dizendo: “estão falando para os meus amigos que não vale a pena fazer seguro para motos, pois fica muito caro para pouca coisa, é verdade?” Pois bem, é evidente que irei defender o “meu peixe” e sei que em nosso País, infelizmente, os valores praticados nem sempre são atrativos aos olhos dos consumidores. Porém, há um bom tempo o seguro deixou de ser apenas um produto para proteger o patrimônio, pois atualmente, juntamente a ele, acarretam-se uma série de serviços e benefícios que explicitados corretamente e principalmente pelo seu bom uso fazem uma diferença considerável. Um exemplo a ser analisado é o simples fato de contratar um profissional para rebocar ou trocar o pneu furado, quanto isso custaria? Certamente alguns irão dizer que o gasto será inferior ao valor do seguro. Mas pensando com mais cautela, iremos mais longe, vejamos: No ato de um acidente, além da sua moto, pode-se perder bauletes, alforjes, roupa, entre outros, e em meio a tal “desastre”, você tem a grata surpresa que seu seguro irá cobrir também este prejuízo, ressaltando que estes itens não fazem parte da motocicleta, e então creio que somente nestes itens o seguro poderá estar pago e você, com segurança, terá sua motocicleta consertada ou, se for o caso, o seu dinheiro depositado em sua conta (caso específico de perda total). 

          Mas qual é a real função do Corretor de Seguro? Qual é a minha função? Essa profissão é regulamentada e por isso faz a diferença, cabe a nós, além de ir buscar o melhor preço e a melhor seguradora para proteger seu patrimônio, entendermos qual é a real necessidade de nosso cliente, seja um usuário de cidade, um estradeiro, um biker ou alguém que gosta de viajar além de nossas fronteiras. Vale destacar que para cada um destes perfis, há necessidades diferentes e que devem ser bem explicadas, pois assim o consumidor entenderá o porque das variações de valores cobrados em sua apólice, e caso haja um sinistro, cabe a nós, corretores de seguros, darmos as informações necessárias e conferir os documentos que deverão ser apresentados a seguradora. E, ainda, caso o nosso segurado (cliente) seja culpado de uma batida, podemos zelar pelo bom atendimento do terceiro para que este esteja também em “boas mãos”, explicando sobre os documentos e procedimentos da seguradora a qual está contratado o seguro. Nós estudamos para tal tarefa e os segurados e/ou terceiros não são obrigados a ter conhecimento pleno de como proceder, ou aonde ir, para tratar de uma batida. 

          Creio que neste momento alguns poderão estar pensando “eu fechei o meu seguro no banco e sempre fui bem atendido pelo meu gerente”, mas agora reflita se no caso de um sinistro o seu gerente irá sair do banco para tratar dos seus documentos, será que ele sabe onde estão as oficinas referenciadas? Sabe como marcar uma vistoria para constatação de danos? Como já dizia meu pai “cada um cuidando da sua função, não há confusão”, porém não iremos discutir, aqui, o motivo de esses gerentes terem que VENDER seguro no banco, que na maioria dos casos consiste numa venda casada, o que é proibida por lei. Mas o que realmente nos interessa neste espaço, é levar até os leitores o que eles podem ter de coberturas e vantagens em seus seguros, com o melhor preço e qualidade no atendimento.

 Coopbroker
          A partir deste pequeno relato direcionado a sua tranquilidade, a seu seguro, passaremos a levar até vocês algumas vantagens, as motos que estão com os melhores valores no seguro e como contratar tal benefício sem sair de sua casa, tendo um atendimento personalizado a qual você, leitor do Expedições Latinas, merece! Um forte abraço e até a próxima conversa!" 
G. Carvalho - Coopbroker Corretora de Seguros




COTAÇÕES:

          Abaixo estão cotações da Porto Seguro para dois modelos de motocicletas, cotados gentilmente pela Coopbroker Seguros. Interessados em cotações poderão entrar em contato com Sr. Carvalho através do fone: 41-3026-7335.

A minha Suzuki Vstrom DL 1000 ano 2008 custaria:

R$ 1.788,00

Seguro total – Incêndio + roubo/furto + colisão

* Para esses valores foram utilizadas as seguintes características do proprietário e condutor: CEP 80310-000 (PR) / Masculino /Casado / 35 anos / único condutor / sem filhos / mais de 01 veículo na residência / não utiliza para ir ao trabalho / não estuda / reside em apto. Cotação feita na Porto Seguro e outras Cias de Seguros. Os valores podem sofrer ajustes sem aviso prévio.
Lembrando que os valores podem variar de acordo com o perfil do condutor e região de domicílio.

Já uma Shadow 750 2012/2012

R$ 905,35

* Para esses valores foram utilizadas as seguintes características do proprietário e condutor: CEP 80310-000 (PR) / Masculino /Casado / 35 anos / único condutor / sem filhos / mais de 01 veículo na residência / não utiliza para ir ao trabalho / não estuda / reside em apto. Cotação feita na Porto Seguro e outras Cias de Seguros. Os valores podem sofrer ajustes sem aviso prévio.
Lembrando que os valores podem variar de acordo com o perfil do condutor e região de domicílio.




          

terça-feira, 24 de maio de 2016

Pastilhas de freio

            Você motociclista deve saber a importância das pastilhas para o sistema de freio. São elas que, em contato com os discos, fazem as rodas as motos pararem. O que poucos sabem é que as pastilhas precisam de um período de amaciamento, seja nas motos zero quilômetro ou após serem substituídas. Após cada troca de pastilhas e discos de freio, o condutor deve tomar mais cuidado em frenagens por aproximadamente 300 kms, que seria o tempo de assentamento das novas pastilhas e ou discos de freio. 

          Outra dúvida comum entre os motociclistas é a hora correta de substituir, bom, nesse caso seria interessante a ajuda de seu mecânico de confiança, nossa média nacional é de 5.000 km, mas não existe um tempo padrão certo, cada modelo e marca tem uma duração, não tem como estipular um prazo. Outro fator que deve ser levado em conta é a forma de pilotagem, podemos fazer um teste com duas motos semelhantes com a mesma marca e modelo de pastilha, coloque um motoboy cumprindo metas de entregas pilotando uma e na outra um cuidadoso motociclista que utiliza sua moto somente em passeios, com certeza o motoboy irá trocar bem antes do outro motociclista.

          Caso a pastilha estiver com espessura mínima de 2mm, recomenda-se substituir imediatamente, procure sempre observar o estado das mesmas, procure evitar a situação de ruídos na frenagem,  existe uma seta indicadora no peão próximo ao eixo traseiro que indica quando as as partilhas estão gastas. Como as pastilhas de freio, atuam diretamente nos discos de freio, é muito importante o mecânico avaliar também a situação em que se encontram os discos. O Mecânico deve sempre orientar o consumidor sobre possíveis avarias nos discos, bem com sua espessura mínima de segurança. Para garantir uma boa frenagem do veículo, é recomendado que os discos de freio sejam retificados ou trocados por novos, caso a espessura mínima de segurança do disco seja ultrapassada.          

          Uma dica para quem vai fazer uma viagem distante, mesmo que sua pastilha esteja "meia vida", substitua e guarde a antiga, existem opiniões que nas estradas o desgaste é menor, mas isso depende muito para onde você vai e como você pilota. Um exemplo clássico da necessidade de troca seria uma viagem para a Serra do Rio do Rastro, onde você percorre aquele trecho de serra com sua(eu) parceira (o) na garupa e com moto carregada de bagagens freando a quase todo instante, consequentemente com um desgaste bem mais forte. 

          Situação semelhante aconteceu comigo em minha primeira viagem para o Chile, não substitui as pastilhas, eram semi-novas, subi e desci a Cordilheira dos Andes, quando cheguei em Curitiba os discos já estavam com alguns riscos.

Quais os Tipos de Pastilha de Freio?

Orgânica, semi-metálica, metálica, sinterizada ou carbono – São tipos de materiais usados na pastilha de freio. Cada um tem diferentes características que afetam o coeficiente de atrito, a durabilidade da pastilha e do disco de freio, assim como o barulho e o pó gerados na frenagem, entre outros. Ao escolher o melhor material para o seu uso considere, além do aspecto técnico, a qualidade e a garantia oferecidas pelo fabricante e revendedor – peças de melhor qualidade lhe trarão economia no médio e longo prazo, além de maior prazer ao pilotar sua moto. A seguir temos uma visão geral de cada tipo, levando em conta apenas o material construtivo e a tendência de resultado final.

OrgânicaFeitas a base de celulose e resina fenólica. Antigamente se utilizava asbesto (amianto) para melhorar as propriedades em altas temperaturas, mas atualmente esse material está proibido por ser cancerígeno. Tem um razoável coeficiente de atrito sob baixos esforços e baixas temperaturas de operação. Desgastam pouco o disco de freio, são baratas e quase não produzem barulho. Por outro lado desgastam-se mais rápido e se degeneram sob alta temperatura (vitrificam). São mais indicadas para uso urbano, sem compromisso com alto desempenho e em motos de pequena cilindrada. São as mais comuns no mercado paralelo.

Semi-Metálica (ou ‘organometálica’) – Estas pastilhas tem, tipicamente, latão, ferro e/ou alumínio adicionados em diferentes proporções à resina, de forma à incrementar suas características em altas temperaturas e a resistência mecânica do composto. São pastilhas excelentes para o uso no dia-a-dia de motos médias (250 a 600 cc.). Em relação às orgânicas, tem um custo pouca coisa superior – largamente compensado pela maior durabilidade, eficiência e sensibilidade. Geram pouco ou nenhum desgaste adicional no disco de freio, mas são mais ruidosas que estas. Ao final, suas qualidades estão tornando-as padrão no uso diário em motos na faixa de 250 a 600 cc. e até em motos maiores (como as Harley-Davidson) - neste caso para as usadas esporadicamente. A maioria das motos médias saem de fábrica com este tipo de pastilha.

Metálica (também ‘organometálica’) – São parentes próximas das semi-metálicas. Levam uma carga maior de pó metálico para se adequarem às exigências de uso das motos de maior cilindrada (acima de 600cc.), mantendo os mesmos benefícios e qualidades. Praticamente todas as motos modernas dessa faixa de cilindrada utilizam originalmente pastilhas metálicas. Assim como as semi-metálicas, estas tem longa vida útil e trazem ao motociclista frenagens mais progressivas e consistentes.

Sinterizada Estas pastilhas são feitas de uma mistura de metais em pó, tipicamente alumínio, bronze, cobre, ferro e cerâmicas - estes últimos voltados para altas temperaturas, moldada em alta temperatura e pressão de forma que torna-se um bloco sólido e homogêneo. Podem ser formuladas para funcionarem melhor a baixas, médias ou altas temperaturas, porém usualmente tem comportamento apenas mediano quando frias. Também dependendo de sua composição podem ser mais ou menos agressivas ao disco. É a tendência da indústria motociclística de alto desempenho e já são uma realidade nas pistas de corrida.

S-Sinter – Estas pastilhas, exclusividade da Fischer, são produzidas por um processo especial que lhes dão as boas características das pastilhas sinterizadas para uso no off-road (resistência ao desgaste e ótimo comportamento operando molhada) sem as principais limitações das sinterizadas: acelerado desgaste do disco de freio, demora no aquecimento e preço elevado. Ao contrário, trabalha bem desde fria e é menos agressiva ao disco de freio que uma sinterizada de desempenho equivalente. Já são amplamente usada pelas melhores equipes brasileiras de enduro, rally e motocross com excelentes resultados.


Fontes:
http://www.revistamundomoto.com.br