terça-feira, 30 de junho de 2015

Capacetes - Modelos, Regras e Normas




          De todos os equipamentos de segurança para se andar de moto, o capacete sem
dúvida nenhuma é o mais importante de todos. A ausência desse equipamento pode ocasionar problemas irreversíveis podendo levar até mesmo à morte em caso, por conta disso, existe lei específica para uso desse equipamento e é importante estar ciente para não ser surpreendido com uma multa.

            Sobre este assunto existem duas abordagens: As dicas sobre capacetes e a sua legislação, vamos começar pelas dicas e mais abaixo iremos conhecer e tirar algumas dúvidas sobre a legislação.







LEGISLAÇÃO

          As regras sobre a utilização da viseira de capacete de motociclistas foram alteradas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) no ano de 2013, de acordo com o órgão, quando a moto estiver imobilizada na via, independentemente do motivo, a viseira poderá ser totalmente levantada, devendo ser imediatamente restabelecida a posição frontal aos olhos quando o veículo for colocado em movimento.Antes, não era permitido levantar a viseira em hipótese alguma, enquanto se conduzia o veículo. 

          Outra alteração também se refere quando o motociclista está em movimento,
permitindo-se, no caso dos capacetes com "queixeira", pequena abertura de forma a garantir a circulação de ar. Desse modo, a viseira deverá estar abaixada de tal forma que possibilite a proteção total frontal aos olhos, considerando-se um plano horizontal. Essa nova regra do Contran traz mais comodidade aos motociclistas, nos momentos em que está chovendo, ou até mesmo no frio a dificuldade é maior pela visibilidade porque a viseira embaça..

          Porém, essas determinações não possibilitam o uso da motocicleta com a viseira levantada, quem for flagrado pilotando nessa situação recebe sete pontos na carteira de habilitação, e paga multa de R$ 191,54. - Penalidade - multa.
Algumas definições na Lei: 

– CICLOMOTOR – veículo de duas ou três rodas, provido de um motor de combustão interna, cuja cilindrada não exceda a cinqüenta centímetros cúbicos (3,05 polegadas cúbicas) e cuja velocidade máxima de fabricação não exceda a cinqüenta quilômetros por hora;

– MOTOCICLETA – veículo automotor de duas rodas, com ou sem side-car, dirigido por condutor em posição montada;

– MOTONETA – veículo automotor de duas rodas, dirigido por condutor em posição sentada.


          Abaixo o Código de Trânsito Brasileiro, artigo que trata sobre a forma de conduzir motocicletas e também a Resolução 453 de 2013.
           O artigo 244 do Código de Trânsito Brasileiro diz:


Art. 244 - Conduzir motocicleta, motoneta e ciclomotor:

I - sem usar capacete de segurança com viseira ou óculos de proteção e vestuário de acordo aprovadas pelo CONTRAN;
com as normas e especificações 

II - transportando passageiro sem o capacete de segurança, na forma estabelecida no inciso anterior, ou fora do assento suplementar colocado atrás do condutor ou em carro lateral;

III - fazendo malabarismo ou equilibrando-se apenas em uma roda;

IV - com os faróis apagados;

V - transportando criança menor de sete anos ou que não tenha, nas circunstâncias, condições de cuidar de sua própria segurança:

Infração - gravíssima;
Penalidade - multa e suspensão do direito de dirigir;
Medida administrativa - Recolhimento do documento de habilitação;

VI - rebocando outro veículo;

VII - sem segurar o guidom com ambas as mãos, salvo eventualmente para indicação de manobras;

VIII – transportando carga incompatível com suas especificações ou em desacordo com o previsto no § 2º do art. 139-A desta Lei; (Redação dada pela Lei nº 12.009, de 2009)

IX – efetuando transporte remunerado de mercadorias em desacordo com o previsto no art. 139-A desta Lei ou com as normas que regem a atividade profissional dos mototaxistas: (Incluído pela Lei nº 12.009, de 2009)

Infração – grave; (Incluído pela Lei nº 12.009, de 2009)
Penalidade – multa; (Incluído pela Lei nº 12.009, de 2009)
Medida administrativa – apreensão do veículo para regularização. (Incluído pela Lei nº 12.009, de 2009)

§ 1º Para ciclos aplica-se o disposto nos incisos III, VII e VIII, além de:
a) conduzir passageiro fora da garupa ou do assento especial a ele destinado;
b) transitar em vias de trânsito rápido ou rodovias, salvo onde houver acostamento ou faixas de rolamento próprias;
c) transportar crianças que não tenham, nas circunstâncias, condições de cuidar de sua própria segurança.

§ 2º Aplica-se aos ciclomotores o disposto na alínea b do parágrafo anterior:
Infração - média;

§ 3º A restrição imposta pelo inciso VI do caput deste artigo não se aplica às motocicletas e motonetas que tracionem semi-reboques especialmente projetados para esse fim e devidamente homologados pelo órgão competente.(Incluído pela Lei nº 10.517, de 2002)




RESOLUÇÃO 453, DE 26 DE SETEMBRO DE 2013 
Disciplina o uso de capacete para condutor e passageiro de motocicletas, motonetas, ciclomotores, triciclos motorizados e quadriciclos motorizados. 

O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO - CONTRAN, no uso da atribuição que lhe confere o art.12, da Lei 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro, e conforme o Decreto nº 4.711, de 29 de maio de 2003, que dispõe sobre a coordenação do Sistema Nacional de Trânsito, Considerando o disposto no inciso I dos artigos 54 e 55 e os incisos I e II do artigo 244 do Código de Transito Brasileiro, Considerando o inteiro teor do processo nº 80000.028782/2013-11 Resolve: 

Art. 1º      É obrigatório, para circular nas vias públicas, o uso de capacete motociclístico pelo condutor e passageiro de motocicleta, motoneta, ciclomotor, triciclo motorizado e quadriciclo motorizado, devidamente afixado à cabeça pelo conjunto formado pela cinta jugular e engate, por debaixo do maxilar inferior. Parágrafo único. O capacete motociclístico deve estar certificado por organismo acreditado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – INMETRO, de acordo com regulamento de avaliação da conformidade por ele aprovado. 

Art. 2º      Para fiscalização do cumprimento desta Resolução, as autoridades de trânsito ou seus agentes devem observar:

I - Se o capacete motociclístico utilizado é certificado pelo INMETRO;

II - Se o capacete motociclístico está devidamente afixado à cabeça; 

III - A aposição de dispositivo retrorrefletivo de segurança nas partes laterais e traseira do capacete motociclístico, conforme especificado no item I do Anexo; 

IV - A existência do selo de identificação da conformidade do INMETRO, ou etiqueta interna com a logomarca do INMETRO, especificada na norma NBR7471, podendo esta ser afixada no sistema de retenção; 

V - O estado geral do capacete, buscando avarias ou danos que identifiquem a sua inadequação para o uso; Parágrafo único. Os requisitos descritos nos incisos III e IV deste artigo aplicam-se aos capacetes fabricados a partir de 1º de agosto de 2007. 

Art. 3º      O condutor e o passageiro de motocicleta, motoneta, ciclomotor, triciclo motorizado e quadriciclo motorizado, para circular na via pública, deverão utilizar capacete com viseira, ou na ausência desta, óculos de proteção, em boas condições de uso. 

§ 1º Entende-se por óculos de proteção, aquele que permite ao usuário a utilização simultânea de óculos corretivos ou de sol. 

§ 2º Fica proibido o uso de óculos de sol, óculos corretivos ou de segurança do trabalho (EPI) de forma singular, em substituição aos óculos de proteção. 

§ 3º Quando o veículo estiver em circulação, a viseira ou óculos de proteção deverão estar posicionados de forma a dar proteção total aos olhos, observados os seguintes critérios: 

I - quando o veículo estiver imobilizado na via, independentemente do motivo, a viseira poderá ser
totalmente levantada, devendo ser imediatamente restabelecida a posição frontal aos olhos quando o veículo for colocado em movimento; 

II - a viseira deverá estar abaixada de tal forma possibilite a proteção total frontal aos olhos, considerando-se um plano horizontal, permitindo-se, no caso dos capacetes com queixeira, pequena abertura de forma a garantir a circulação de ar; 

III - no caso dos capacetes modulares, além da viseira, conforme inciso II, a queixeira deverá estar totalmente abaixada e travada. 

§ 4º No período noturno, é obrigatório o uso de viseira no padrão cristal. 

§ 5º É proibida a aposição de película na viseira do capacete e nos óculos de proteção. 

Art. 4º      Dirigir ou conduzir passageiro em descumprimento às disposições contidas nesta Resolução implicará nas sanções previstas no CTB, conforme abaixo: 
I - com o capacete fora das especificações contidas no art. 2º, exceto inciso II, combinado com o Anexo: art. 230, inciso X, do CTB; 

II - utilizando viseira ou óculos de proteção em descumprimento ao disposto no art. 3º ou utilizando capacete não afixado na cabeça conforme art. 1º: art. 169 do CTB; 

III – não uso de capacete motociclístico, capacete não encaixado na cabeça ou uso de capacete indevido, conforme Anexo: incisos I ou II do art. 244 do CTB, conforme o caso. 

Art. 5º      As especificações dos capacetes motociclísticos, viseiras, óculos de proteção e acessórios estão contidas no Anexo desta Resolução. Art. 6º O Anexo desta Resolução encontram-se disponíveis no sitio eletrônico www.denatran.gov.br. Art. 7º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Art. 8º Ficam revogadas as Resoluções CONTRAN nº 203, de 29 de setembro de 2006, nº 257, de 30 de novembro de 2007 e nº 270, de 15 de fevereiro de 2008. Antônio Claudio Portella Serra e Silva Presidente Jerry Adriane Dias Rodrigues Ministério Da Justiça Rone Evaldo Barbosa Ministério dos Transportes Luiz Otávio Maciel Miranda Ministério da Saúde Rudolf de Noronha Ministério do Meio Ambiente






DICAS




O CAPACETE CERTO
      Vista-o e peça para que outra pessoa faça dois testes simples. Antes, o vista e o amarre corretamente. Vire a cabeça para os lados, para cima e para baixo. Feito isso, peça para que alguém empurre a queixeira em direção ao seu rosto com a ponta dos dedos, em um movimento rápido e com força mediana. Se a queixeira tocar a ponta do seu queixo, escolha outro. Provavelmente, esse capacete, em um tombo, poderá vir a machucar seu maxilar. O segundo teste, também com a ajuda de outra pessoa, é para ter a certeza de que o capacete escolhido não sairá da sua cabeça no caso de um tombo.
          Pode parecer absurdo, mas um estudo detalhado dos acidentes de motocicleta em toda a Europa mostrou que 12% dos capacetes foram sacados da cabeça durante o curso de impacto. Para saber se ele não sairá da sua cabeça na hora mais importante, peça para alguém tentar tirá-lo, forçando da parte inferior traseira pra cima. Peça para a pessoa encaixar a ponta dos dedos na parte inferior traseira e tentar, com certa força, tirá-lo da cabeça. Se ele sacar ou sair parcialmente, escolha outro modelo. O correto será sempre subir um pouco e retornar à posição original. Usando um capacete que caiba corretamente na sua cabeça, você aumentará drasticamente as chances de sobreviver a um acidente.
Evite limpar o seu capacete com solventes orgânicos, como gasolina, benzina ou thinner. Se isso acontecer, a estrutura do capacete será afetada, prejudicando seu desempenho e diminuindo a proteção oferecida. É recomendável inspecionar o capacete antes de usá-lo. Verifique se as peças estão fixadas corretamente.


          Tenha cuidado com o capacete e o manuseie cuidadosamente. Não o jogue nem o deixe ficar pendurado no espelho do retrovisor, pois isso poderá danificá-lo. Também evite deixá-lo esquecido dentro do carro, onde a temperatura pode superar os 50ºC. Não deixe o capacete no interior de veículos fechados, sob a incidência direta do sol ou próximo a aquecedores. Não seque o capacete com secadores de cabelo. Se o capacete for exposto a temperaturas superiores a 50ºC, poderá ficar deformado e seu material deteriorado. Se isso acontecer, a proteção necessária não será obtida.
CAPACETE NA CHUVA


          Na chuva, o capacete costuma ficar com a viseira embaçada. Se for sair na chuva, existe um macete que pode ajudar. Se não tiver uma boa cera, pingue uma gota de óleo (de cozinha ou azeite) e esfregue para espalhar. Retire o excesso com uma flanela seca e limpa. Faça isso pelo lado de dentro e realize o mesmo procedimento pelo lado de fora. Esse procedimento ajuda a reduzir o embaçamento e mantém o excesso de água longe da viseira. Tente nunca levantar a viseira totalmente. Se entrar um esguicho de água direto no seu rosto, pode te cegar temporariamente.

VIDA ÚTIL DO CAPACETE


          Depois de um tempo seu capacete não vai servir para nada mais, a não ser decorar sua estante de lembranças. Lavá-lo e guardá-lo pode ser uma boa se você quer mantê-lo no rol das lembranças de quantos lugares bacanas vocês foram juntos. Todo capacete tem uma história. Compre um novo capacete quando o que você usa sofrer impactos relativos a um acidente ou se ele cair de uma grande altura (mesmo que não tenha sido um acidente). Pancadas fortes ou acidentes nos quais a carcaça do capacete foi avariada, ou até mesmo arranhada seriamente, podem gerar microfissuras e, possivelmente, torna-lo menos eficiente caso venha a precisar dele novamente. Caiu ou tombou e a avaria foi no casco, troque o capacete!

          Um alerta importante e esquecido por muitos motociclistas é o de não dirigir a motocicleta com o capacete fixado em seu suporte. O suporte do capacete deve ser usado somente quando a motocicleta estiver estacionada. Caso contrário, a condução da motocicleta será prejudicada e o capacete danificado.

           A troca do capacete deve ser feita de 3 em 3 anos de uso contínuo. Nunca utilize capacetes velhos ou reformados. Esse cuidado deve-se ter com a viseira arranhada ou defeituosa, que deve serCapacetes permitidos


CAPACETES PERMITIDOS

          Existem, basicamente, sete modelos de capacetes certificados, permitidos para o uso, conforme o Anexo à Resolução n. 453/13:

1 – capacete integral (fechado) com viseira;
2 – capacete integral sem viseira e com pala (uso obrigatório de óculos);
3 – capacete integral com viseira e pala;
4 – capacete modular (com queixeira articulada);
5 – capacete misto com queixeira removível com pala e sem viseira (uso obrigatório de óculos);
6 – capacete aberto (jet) sem viseira, com ou sem pala (uso obrigatório de óculos); e
7 – capacete aberto (jet) com viseira, com ou sem pala.

CAPACETES PROIBIDOS


          A Resolução também prevê os capacetes indevidos, com uso terminantemente
proibido nas vias públicas, por não cumprirem com os requisitos estabelecidos na norma técnica: os conhecidos como ‘coquinhos’ (que protegem apenas a parte superior da cabeça, próximo à linha das orelhas), os ciclísticos e os equipamentos de proteção individual, comumente utilizados na construção civil.

          Apesar de parecerem óbvias estas proibições, não é raro que a fiscalização de trânsito se depare com ocupantes de motocicletas, motonetas, ciclomotores, triciclos e quadriciclos, utilizando estes tipos de capacetes indevidos. 








PERGUNTAS E RESPOSTAS:



1) Meu capacete não tem o selo do INMETRO - Devo substituir de imediato?

          Imagino que seu capacete não seja tão antigo, afinal, embora um capacete não tenha
prazo de validade, é interessante trocar a pelo menos de três em três anos, conforme orientação do fabricante, até mesmo por questões higiênicas. Agora, se por acaso seu capacete estiver em bom estado e for anterior a 2007 não existe a necessidade, mas ele deve estar em bom estado de uso, caso contrário será multado, o problema será convencer o policial que o capacete não tem o selo por esse motivo, dificil de comprovar a idade do capacete. Não se esqueçam que além do selo é necessário o uso obrigatório dos adesivos retrorrefletivos.

          Os capacetes importados podem ser usados, mas devem ser homologados no Inmetro ou no órgão internacional por ele reconhecido.


2) Qual a validade do capacete?

          Os capacetes costumam ter datas colocadas nas etiquetas, sugerindo ao usuário de que o produto seja substituído a cada 3 anos, mas isso é uma orientação, perante a lei não existe prazo de validade, pois não esta previsto na redação.
3) Capacete aberto e sem viseira.
          Não é permitido, de acordo com a redação da Lei:
Resolução 453 - Art. 3º      O condutor e o passageiro de motocicleta, motoneta, ciclomotor, triciclo motorizado e quadriciclo motorizado, para circular na via pública, deverão utilizar capacete com viseira, ou na ausência desta, óculos de proteção, em boas condições de uso. 
§ 1º Entende-se por óculos de proteção, aquele que permite ao usuário a utilização simultânea de óculos corretivos ou de sol. 

I - quando o veículo estiver imobilizado na via, independentemente do motivo, a viseira poderá ser totalmente levantada, devendo ser imediatamente restabelecida a posição frontal aos olhos quando o veículo for colocado em movimento; 


4) Capacete sem a fivela presa gera multa? 
Sim, fivela solta é o mesmo que estar sem capacete, a legislação prevê que deve estar afixada à cabeça.

5) Durante à noite, qual viseira utilizar?
Resolução 453 - Art. 3º   
§ 4º No período noturno, é obrigatório o uso de viseira no padrão cristal. 

6) Garupa é obrigado a usar o capacete?
Sim, seguindo as mesmas regras para o condutor.

7) Crianças na garupa, qual a idade permitida?
Acima de 8 anos.

8) Capacete escamoteável erguido, mas com viseira baixada pode?
Parecer do CETRAN SC
CONSELHO ESTADUAL DE TRÂNSITO DE SANTA CATARINA – CETRAN/SC
Parecer nº 115/2011
Assunto: Uso de capacetes de segurança escamoteáveis
Conselheiro Relator: André Gomes Braga

EMENTA: O capacete escamoteável com viseiras externa e interna poderá ser utilizado pelos condutores de motocicletas, motonetas e ciclomotores com a queixeira erguida, desde que a viseira interna esteja devidamente posicionada aos olhos do usuário do veículo quando em circulação, observado o disposto na Resolução nº 203/06 do CONTRAN. 




Fonte: 
CETRAN SC
CONTRAN
www.trax.com.br

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Calçados para motociclismo

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          Recentemente realizei uma viagem para a Bolívia, acabei comprando um terreno por lá, no percurso entre Calama (CHI) até Uyuni (BOL) são aproximadamente 400 km em estrada de ripio. Num determinado momento dessa etapa eu avistei um banco de areia e tentei reduzir a velocidade, mas era tarde demais, eu já estava sobre ele e então minha roda dianteira travou e eu fui ao chão. Naquele momento eu usava uma bota cano longo, o que ajudou a diminuir a torção em minha perna, mas não era o modelo apropriado para andar num terreno como aquele, acredito que nada teria acontecido se estivesse com equipamento apropriado.

Então vamos lá, ...

          Um bom par de botas é tão importante e deve ser tão eficiente quanto às luvas e o capacete. É muito importante escolher o modelo certo, afinal, numa viagem geralmente levamos apenas um par de botas e dependendo da distância e tempo a ser percorrido é necessário lembrar das situações climáticas.

       
ON ROAD (CUSTON)



          Esse modelo de bota é mais utilizado pelos motociclistas que utilizam motos custons, elas devem ser extremamente resistentes e feitas em couro parte externa, interna algodão para que o pé possa respirar, ter uma estrutura sólida e impactante, a biqueira deve ser preferencialmente de aço.

Modelos curtos

          Além de uma bota como as acima, numa longa viagem, dessas que ficaremos vários dias, semanas ou mesmo meses na estrada, é bacana levar também outra bota, menor, para uso por exemplo num deslocamento que faremos dentro de alguma cidade que estamos pernoitando, onde não seja necessário usar a bota “principal”. Nesse caso, devido ao volume e conforme esse uso específico, podemos optar por usar uma bota curta, mas com as devidas proteções que precisamos.



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ON ROAD (TOURING)


          É comum vermos motociclistas pilotando motos em viagens, normalmente modelos Big Trails, utilizarem botas de off-road/trilha. Sem dúvida, elas protegem adequadamente, mas, a maioria dos modelos não são impermeáveis e devido ao tamanho e peso, fora da moto, para andar costumam ser um tanto desconfortáveis.

          Outros (maioria) preferem usar botas específicas para viagens on-road, normalmente feitas de couro na cor preta, com solado mais liso e menores em altura que cobre o tornozelo (que as de off-road). São botas leves e as de qualidade cumprem bem o seu papel, mas existem outros tipos.

          Nos últimos anos, com o crescimento do moto turismo no mundo, assim como o acréscimo nas vendas de motos para todos os tipos de terrenos (Big Trails), os fabricantes desenvolveram botas também para todo tipo de terreno e viagens. São modelos que mesclam as botas de off-road/trilha com as botas de turismo on-road, com características que as diferenciam, quer sejam:

  • Impermeáveis; 
  • Solado com garras seguras para se andar no asfalto, terra e outros pavimentos; 
  • Várias proteções; 
  • Possuem o cano alto para cobrir o tornozelo (se comparadas as de on-road); 
  • Leves e confortáveis para além de pilotar, caminhar (se comparadas as de trilha/off-road, já se comparadas com as de on-road são mais pesadas); 
  • Visual e design mais “arrojado e agressivo”, além de mais sólido no que tange a proteção se comparados as botas de on-road.


OFF ROAD /// TRILHAS / MOTOCROSS
Bota motocross de entrada

          As botas de trilha de moto mais simples tem a estrutura muito parecida com uma bota top de linha, sendo elas fabricadas em couro e painéis de plástico que oferecem a proteção contra os impactos na região das pernas e pés, com solado costurado e sistema de fecho simples, variando o preço de R$350,00 à R$499,90. Sendo ideal para pilotos que estão começando a andar nas trilhas e pistas e não querem investir um alto valor inicialmente.

Diferencial das melhores botas

          As melhores marcas de botas como Gaerne, Alpinestars, Fox e outras, tem se preocupado cada vez mais em proteger os pés e tornozelos dos pilotos, por isso desenvolveram botas com um sistema de proteção articulado no tornozelo, evitando que ao bater o pé no chão ou a pedaleira da moto atinja o tornozelo provocando uma lesão ou fratura no piloto.

          O solado das novas botas tem sido desenhados em um modelo injetado, sem costura, proporcionando maior durabilidade e aderência da sola, fácil de identificar porque estes modelos não possuem o bico de ferro. Outra vantagem é que o solado é formado por várias camadas de borracha e até metais, evitando que o pé torça para baixo, mas não deixando a bota dura para caminhar.

          Os fechos geralmente são de alumínio, mas não fazendo grande diferença pois algumas botas top de linha como a Fox Instinct utilizam fecho de plástico, que pelo seu desenho fica muito resistente, o que também acontece em modelos de botas mais simples como a Bota Fly Maverik que tem o fecho de plástico com ótima durabilidade. Vale ressaltar que nenhuma bota é indestrutível, podendo qualquer modelo perder um fecho a qualquer momento.

          O preço das botas top de linha variam com as proteções a mais que oferecem partindo de R$550,oo até R$2299,00 variando com a marca e cotação do dólar, por serem todas botas importadas.

          A principal função da bota, onde os fabricantes mais investem em tecnologia, é proteger o tornozelo e pé do piloto, para isso ela tem de ser mais firme ao caminhar e se posicionar na moto, limitando os movimentos do pé entre o 2º e 3º fechos, o que acaba gerando um certo desconforto e fazendo valer a diferença de preçoentre as botas de entrada e as top de linha.

          O solado protege o pé para não virar e é fundamental na absorção de impactos em saltos e ao apoiar o pé no chão, quando este estiver muito gasto toda a bota já não serve mais, sendo que alguns modelos de botas tem o solado para venda avulso.

          Tendo isso em mente o piloto deve avaliar se a sua bota está exercendo corretamente sua função, onde o couro já está mole, não segurando mais os movimentos ou os plásticos já se desgastaram perdendo a eficiência da bota. Dependendo do nível depilotagem de cada um e a frequência que anda, a bota pode ter um desgaste mais rápido, em média algo em torno de 6 meses à 1 ano de uso . Essa é a hora de partir para uma bota nova e garantir que proteja o seu pé corretamente.

          Por serem desconfortáveis para andar, utilizarmos o meião que é grosso e mais a joelheira que vai por dentro da bota, é recomendável pegar 1 número maior que o tamanho do tênis, para que não cause bolhas e aperte os dedos, podendo variar um pouco de marca para marca.


MOTOVELOCIDADE


          Se o peso é importante para as botas de cross, ele é ainda mais determinante quando esses equipamentos são destinados ao uso em pistas de motovelocidade. Assim, todas as partes metálicas, antes de chapa de ferro, passaram a ser feitas de titânio (metal mais duro e muito mais leve), como no caso dos raspadores do osso metatarso (a parte externa central) e do calcanhar. Acredite: antes dos raspadores metálicos para a região do metatarso, muitos pilotos terminavam as provas com os dedinhos sangrando, em carne viva. Mesmo sem cair, claro, pois raspar a porção externa das botas no asfalto também é parte dos procedimentos de pilotagem de competição. A vida dos protetores de plástico para essa região foi efêmera, pois eles precisavam ser continuamente repostos.

          Além disso, nas botas de velocidade, o couro bovino deu lugar a tecidos sintéticos ultrarresistentes ou à pele de canguru, mais elástica e leve e igualmente resistente à abrasão - também muito usada nos macacões profissionais. Talas torcionais desenhadas por ortopedistas são acopladas externa ou internamente. O grande desafio é fazer com que os pés não ultrapassem ângulos de abertura do tornozelo que causariam lesões, mas que tenham flexibilidade suficiente para se movimentar nas rápidas trocas de marchas e frenagens.

          Uma bota à moda antiga, cheia de partes duras e talas rígidas, pode incomodar o piloto depois de algumas voltas, causando desconforto e perda de concentração. E o conforto, aqui, portanto, também é fator de competitividade.

          O solado, além de ser aderente para não deixar os pés escaparem das pedaleiras, deve reduzir a chegada de vibrações ao piloto. Há no mercado uma bota que conta com um sistema de gel e espuma moldável. Uma vez calçada, ajusta-se e "memoriza" a forma do pé do piloto, adaptando-se da melhor maneira possível.

          Para os motociclistas "normais" (existe algum?), que frequentam ruas e estradas, a grande evolução nas botas está nos sistemas impermeáveis, capazes de manter os pés sempre sequinhos, mesmo sob chuva. O conhecido e caro tecido GoreTex é uma espécie de membrana que não deixa a água entrar, mas que permite extrair a umidade e transpiração, uma dádiva em temperaturas baixas.

          Em uma motocicleta, seja lá qual for a proposta de utilização, o piloto sempre estará sujeito a intempéries e, eventualmente, aos indesejados tombos. No esporte profissional, as quedas não só são inevitáveis como fazem parte do jogo, principalmente quando há a busca de melhor performance. Se sua moto tem um monte de tecnologia moderna, por que deixar seus pés protegidos por um equipamento ultrapassado?





DICAS


Impermeabilidade


Gostaria de tecer uns comentários sobre impermeabilidade de botas.

          As botas para motociclistas (importadas ao menos), comercializadas como impermeáveis, passam por testes de até 30 minutos sobre a água, alguns modelos por 60 minutos. Porém, isso não é garantia de impermeabilidade em 100%, devido a fatores como:
  • Se a chuva for intensa e por várias horas; 
  • Se o motociclista usar a calça (mesmo que impermeável) por dentro da bota, ai pode entrar água pelas fissuras do tecido. 
          Existem modelos muito usados por motoboys, que de fato são impermeáveis, porém, pecam em proteção e não agradam a maioria. O ideal é usar uma bota impermeável e conforme a chuva, contar ainda com o uso daquelas capas especiais para botas.

          Uma dica é a de carregar em seus bauletos as conhecidas "polainas", uma pequena capa que se coloca por cima da bota, elas não são tão resistentes, mas ajudam bastante.


DICAS DE MANUTENÇÃO


          Depois de pilotar, retire o máximo de sujeira seca ou solta com uma escova macia;

- Não use solventes para a limpeza da bota. Com uma escova macia use sabão neutro e água morna para limpar qualquer tipo de sujeira. Utilize pouca pressão para retirar a água;

- É extremamente importante nunca utilizar máquinas de limpeza a vapor ou jato d´água para limpeza da bota. O uso destas ressecarão e endurecerão o couro externo, danificarão o couro flexível e poderão destruir a proteção espumada do interior;

- Limpe-a com um pano seco e guarde-a na posição horizontal. Isto evita que a parte superior da bota comprima a área do tornozelo;

- A fim de conservar o couro da bota é importante que ocasionalmente seja aplicado um hidratante para couro. Este tipo de produto aumentará a vida útil de sua bota, ajudando a manter a maciez e flexibilidade do couro;

- Depois do uso ou lavagem da bota, é importante que a mesma seque em local ventilado e longe da umidade. Caso seu produto tenha bota interna (Inner Bootie), esta deve sempre ser retirada e seca como descrito acima;
- Após o uso, nunca armazene sua bota ou Inner Bootie em bolsas plásticas de qualquer espécie. Esse tipo de bolsa não permite ventilação, retendo a umidade no equipamento;

- Para armazenamento durante um longo período, é imprescindível certificar-se de que o equipamento está bem seco. Se a bota for guardada úmida, em local úmido ou não ventilado, pode haver a formação de mofo. Este mofo pode danificar diversos componentes da bota e da Inner Bootie, e desta forma prejudicar sua performance e vida útil. Recomenda-se encher a bota com papel macio.


Alguns modelos



          Sistema Air Fresh O exclusivo sistema Mondeo Air Fresh, permite que através de pontos estratégicos, o ar fresco entre na bota quando você está pilotando ou caminhando, fazendo com que ele circule e mantenha os pés sempre ventilados. Mondeo Air Fresh, para viagens ou para o dia-a-dia, mais conforto ao pilotar.




BOTA ALPINESTARS S-MX 6 PRETA

          Bota de alto desempenho nas pistas com nas ruas e estradas. Anatomicamente desenvolvida com atributos inovadores da Alpinestars.

          Cada componente do modelo SMX 6 foi cuidadosamente projetado para oferecer vantagens e desempenho para mantê-lo na pista por mais tempo, isso através de inovações de proteção, melhor ergonomia e conforto, que proporciona melhor rendimento do motociclista.


TRAVAS AJUSTÁVEIS!

          Esta não é uma simples bota, esta um bota SIDI, a mesma é fabricada com biqueira de aço e protetor para o pedal de câmbio. Além disto ela possui um sistema de presilhas ajustáveis, concedendo ao piloto a oportunidade de deixar a bota do melhor modo possível para si.

          Foi desenvolvido com o mais alto padrão de tecnologia, então a cada pilotagem você pode desfrutar mais e aproveitar sem se preocupar com sua segurança ou conforto, uma vez que ambos são encontrados nesta bota!

          Solado interno possui design anatômico e ajuda a absorver parte do impacto, concedendo segurança e conforto em todas ocasiões.


BOTA OFF ROAD ALPINESTARS TECH 5 VERMELHA COM AZUL

          A Bota Alpinestars Tech 5 conta com diversos pontos de proteção junto com melhores materiais, essa é a combinação perfeita para quem procura conforto, segurança e garantia de performance entre o piloto e moto.

          Este modelo conta com a mesma coloração das botas mais desejadas da Alpinestars, a linha vermelha e azul faz parte dos pilotos oficiais da Alpinestars.



Alpinestars Web Gore-Tex Bota.

Gore-tex é uma menbrana 100% prova d'agua que permite com que o seu pé transpire ao mesmo tempo.

Bota de melhor qualidade comprada na Alemanha 




BOTA ALPINESTARS TECH 3 SUPER BRANCA

          Visual da linha premium da Alpinestars, estilo esportivo com os melhores materiais do mercado. A Tech 3 utiliza os mesmos protetores das botas Topo de Linha como a Tech 7,8 e 10.

          A Bota possui fechamento com 4 presilhas, sendo duas delas inversas para melhor reforço da fixação a perna.

          Construída com tecnologia de ponta, isso garante a máxima performance do piloto durante treinos e competições. Possui estrutura interna que se ajusta facilmente a perna, pois é feita com materiais flexíveis no tornozelo e na parte superior do cano da bota.



BOTA TEXX LINE ONE G-FORCE


A bota Texx Line One G-Force foi projetada para oferecer ao motociclista alto desempenho tanto para as pistas como para as ruas. Modelo certificado pelo CE, conta com proteções em PU e raspador em Titanium.





Bota Joe Rocket Speedmaster 3.0 Race

Redesenhada, a nova série da bota Speedmaster resultou na fusão perfeita de protecção e mobilidade ... em outras palavras, descobrimos seu ponto alto!

Armadura robusta, sem sacrificar o conforto ou a mobilidade. O 3,0 Speedmaster, a evolução de um puro-sangue de corrida verdadeiro.










Utilizando a tecnologia da S-MX 4, a S-MX 2 é um novo conceito de cano baixo, voltado para desempenho em rua. Incorporando grande parte da atual tecnologia de proteção de das demais botas. Essa bota oferece uma grande flexibilidade sem sacrifício da segurança.






Bull Terrier

          Tem a proteção pro câmbio e o cano mais alto. Já vão quase 6 anos de uso e só ano passado que fiz um conserto nela pra colar e passar costura.

          Depois comprei uma Mondeo, mas não gostei. Por fora até legal mas o tal do negócio que faz ela ficar mais alta é horrível. Eu cortei a palmilha pra ficar normal, mesmo assim ainda não acho legal viajar com ela.

          To de olho nas botas da Caterpilar, tem muitos modelos legais e parece ser bem resistente.





fonte:
www.mxpart.com
www.moto.com.br
www.rockriders.com.br
www.superbikeshop.wordpress.com

Motoneve - Lages - SC


20º MotoNeve


          Esta programado nos dias 11, 12 e 13 de julho a XIX MotoNeve, em Lages. O encontro
internacional de motociclistas ocorre no Parque Conta Dinheiro e é bem conhecido entre os amantes de motos. Haverá Feira de Acessórios, Praça de Alimentação e shows musicais.




          Lages, maior Município em extensão territorial de Santa Catarina, é conhecida nacionalmente como a Capital do Turismo Rural e a Terra da Festa do Pinhão. Anualmente mais de 50.000 pessoas visitam suas fazendas e pontos turísticos, apreciando sua paisagem. Durante o inverno, quando o frio é intenso, ocorrem seguidas geadas e até ocasionalmente neve, cobrindo os campos de branco.







Fotos anos anteriores









Lapa - Paraná

          Esta linda cidade fica distante de Curitiba aproximadamente 50 km, tem sua origem ligada ao
tropeirismo, a Lapa é uma das cidades mais antigas do Estado do Paraná e mantém seu Centro Histórico com características originais. As ruas de paralelepípedos, as réplicas de luminárias antigas e construções em estilo colonial português dos séculos XVIII e XIX encantam os visitantes. Nestas ruas e imóveis está viva a memória de um episódio que marcou a trajetória política brasileira e ficou conhecido como Cerco da Lapa.

          O nome da cidade tem origem na marcante presença, ao leste, de uma montanha com formações rochosas que contém uma gruta em que viveu, por algum tempo, o monge João Maria D’Agostinis, tornando-a ponto de peregrinação e de grande valor místico.


        Os saborosos pratos típicos, como o virado de feijão com torresmo, a quirera, os tijolinhos de abóbora e a coxinha de farofa fazem da gastronomia um importante atrativo.

          





MONGE

          O município da Lapa destaca-se em sua geografia a Escarpa Devoniana, paredão rochoso onde se encontra a Gruta do Monge, conhecida pelos poderes místicos e milagrosos atribuídos ao monge João Maria D’Agostinis, que por ali fez morada entre 1847 e 1855. “São João Maria”, como era conhecido, dedicava-se ao estudo das plantas da região, medicava enfermos, realizava profecias e fazia orações, razão pela qual o local – hoje parte do Parque Estadual do Monge – é procurado por pessoas que buscam cura para seus males.

         Registros históricos apontam que foram três os monges que freqüentaram a região. Além de João de Maria D’Agostinis, o segundo esteve na Lapa em meio a Revolução Federalista e o terceiro em 1912. De acordo com a lenda, os monges faziam previsões diversas. Alguns dizem ser possível perceber a imagem de uma santa na fenda existente na pedra que serviu de abrigo ao monge João Maria – conhecida como pedra partida.


CERCO DA LAPA

          Poucas cidades no país têm memórias de uma guerra ou conflito armado. A Lapa (PR) guarda até hoje, nos muros de algumas casas centenárias, as marcas dos tiros do episódio conhecido como Cerco da Lapa, no qual o exército local conteve o avanço da Revolução Federalista, que pretendia instituir sua própria forma de governo no Sul por rejeitar a República.

          Hoje intitulada a “Cidade dos Heróis”, a Lapa faz da sua importância histórica um atrativo turístico. Vários pequenos museus são dedicados a reconstituir os momentos que marcaram os 26 dias de resistência de um grupo composto por militares e civis voluntários quatro vezes menor do que as tropas federalistas que os ameaçavam.

          O Museu Histórico contextualiza o conflito que levou ao Cerco da Lapa, exibe vestes e armas e recria a cena da morte do General Carneiro, que liderou a proeza, em uma pintura. A Casa Lacerda conserva mobiliário, vestes e utensílios de várias gerações de descendentes de Joaquim Lacerda, o civil que se tornou braço direito do General Carneiro e após à guerra foi nomeado coronel. E o Museu das Armas mantém canhões, espingardas e até fotos de cenas ligadas ao episódio.

          Durante a Revolução Federalista em 1894, a Lapa tornou-se arena de um sangrento confronto entre as tropas republicanas, os chamados Pica-paus e os Maragatos contrários a república. A Lapa resistiu bravamente até que os Lapeanos comandados pelo General Ernesto Gomes Carneiro, caíram exangues em combate. Resistiram ao cerco por 26 dias, mas sucumbiram ante ao maior número do exército republicano. O episódio ficou conhecido como o "Cerco da Lapa", a batalha deu ao Marechal Floriano Peixoto, chefe da república, tempo suficiente para reunir forças e deter as tropas federalistas. Ao todo foram 639 homens entre forças regulares e civis voluntários, lutando contra as forças revolucionárias formadas por três mil combatentes. Os restos mortais do General Carneiro, assim como de muitos outros que tombaram durante a resistência, estão sepultados no Panteon dos Heróis, vigiados permanentemente por uma guarda de honra do exército brasileiro.

Fonte: Prefeitura Municipal da Lapa
Uol  Viagem

Igreja Matriz






Prédio da Prefeitura da Lapa

O Pantheon dos Heroes é um monumento cívico criado em 1944 para comemorar o Cinquentenário do Cerco da Lapa.
Fica em frente ao Museu Casa Lacerda, abriga homenagens e os restos mortais de militares que lutaram quando da Resistência Republicana de 1894. Na parte externa, encontram-se canhões Krupp 75 mm, usados na época do cerco.














Casa da Memória
Foi construída em 1888, quando David Oliveira Santos, após sonhar com 10 cavalos alados, ganhou o prêmio máximo da loteria na época. Abriga a Casa da Memória do município, cujo acervo contém objetos, fotos e documentos da história lapeana.









A Igreja Matriz de Santo Antonio é o prédio arquitetônico mais antigo da cidade, de arquitetura oitocentista, sendo tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional. Possui grande influência da arquitetura luso-brasileira por utilizar a técnica em pedra retirada da serra do monge, pela torre-sineira e pelo desenho barroco no frontão.
Construída entre 1769 e 1784 é dedicada à invocação de Santo Antonio, padroeiro da cidade. Seu interior é sóbrio e acolhedor, contendo imagens de santos do século passado vindos da Europa.
Segundo a lenda, a pessoa que der 13 voltas ao redor da Igreja se casará até o próximo ano, já que Santo Antonio é popularmente conhecido como o santo casamenteiro.






Mirante logo na entrada do Parque da Gruta do Monge















O Parque foi todo restaurado e foram construídas grades de segurança nos locais mais arriscados.






Para acessar a Gruta antes era necessário passar sobre essas pedras,
 a prefeitura instalou essas escadas metálicas.




No local esta sendo construído esse oratório.


Existe um espaço amplo de muito verde para as famílias
fazerem seus piqueniques




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As fotos abaixo são do Restaurante o Casarão
Eles servem uma excelente comida tropeira
Alameda David Carneiro, 307
Telefone: (41) 3622-0020