segunda-feira, 18 de julho de 2016

Serra de São Luis do Purunã - Balsa Nova - Paraná

          Em nossas caminhadas por aí muitas vezes encontramos alguns destinos que nos deixam um pouco aborrecidos, exemplo disso é o caminho de leva ao mirante do Cristo Redentor junto à Serra de São Luiz do Purunã, um lugar lindo, porém abandonado. A estrada tem menos de 5 km de chão, boa para o pessoal de big trail, com uma pequena terraplanagem ou correção em alguns pontos, as custons poderiam chegar ao topo.

          A Serra de São Luiz do Purunã é um acidente geográfico localizado na região dos Campos Gerais do Paraná entre o Primeiro Planalto Paranaense e o Segundo Planalto Paranaense. É o ponto culminante do município de Campo Largo e tem 1.270 metros de altitude. Para quem mora em Curitiba são apenas 30 minutos de viagem.

          Viajar para a região de São Luiz do Purunã é uma oportunidade de explorar um cenário de grande beleza. Trilhas, cavalgadas, escaladas e muita tranquilidade. É um lugar ideal para quem gosta de aventura, e quer fugir do stress da cidade grande. A região de São Luiz faz parte da Rota dos Tropeiros, uma antiga rota proveniente do Caminho das Tropas, pela consequência do Tropeirismo no Paraná.

          Se de um lado da região de São Luis do Purunã estão charmosas pousadas, cavalos para montaria, chalés com vistas fantásticas e uma gastronomia tropeira de encher os olhos, dentro de um cenário de pastos e montanhas que mais parecem uma pintura, existe um canto da Serra em que Estado e Município se omitem em cuidar, um dos pontos mais lindos da Serra, o mirante do Cristo Redentor, um local totalmente abandonado.

          O acesso ao mirante se dá pela BR 376 sentido Curitiba, a entrada para a estrada de chão é mal identificado, logo no início percebe-se que ali existia um recanto com parque para as crianças. No alto do morro, o Cristo Redentor encontra-se pichado, o local que serviria para atender visitantes com lanchonete e banheiros encontra-se depredado e com as grades de proteção quebradas em muitos pontos e com as barras de ferro muito danificadas.

          O município poderia explorar o local restaurando o parque de visitação, criando espaços para pratica de esportes, áreas de Camping, talvez construir um pequeno museu contando a história do tropeirismo no Paraná, poderiam cobrar uma pequena taxa para conservação e segurança do parque. Qualquer alegação de secretarias de meio ambiente dizendo que isso viria a prejudicar a biodiversidade do local é nula, afinal, da forma como esta  o local corre muito mais risco, a mata esta seca devido as geadas recentes correndo um sério risco de incêndio, existem garrafas de bebidas alcoólicas espalhadas por todo lado, evidência de  que pessoas se reúnem no local.




















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