terça-feira, 19 de novembro de 2019

Viagem de fim de ano para a Bolívia

          Você que já esteve na Bolívia sabe que o país é sinônimo de aventuras e belezas naturais, são muitos destinos turísticos para explorar, o Salar de Uyuni provavelmente é o mais procurado pelos amigos motociclistas, seguido pela travessia do Lago Titicaca na região de Copacabana. Destaque ainda para a Estrada da Morte e suas reservas naturais.

          É um país lindíssimo, possui grandes recursos minerais, mas infelizmente esta riqueza fica concentrada nas mãos de poucos. Sua população, em grande parte é descendente de indígenas, sobrevivem do artesanato e da agricultura familiar, destacando-se a produção de milho e principalmente a folha de coca. O nível de escolaridade é baixo, o que permite a seus governantes controlarem a nação através de programas sociais que acabam tornando o povo dependentes desses benefícios.

          A Bolívia esta passando por um processo de mudança politica, ha pouco tempo atras o presidente Evo Morales  entregou o cargo e foi embora para o México, não iremos entrar no mérito de quem esta certo ou errado, temos nossas convicções politicas e as guardamos conosco, este é um blog exclusivamente destinado aos assuntos de viagens sobre duas rodas.

          Nossa intenção é apenas de reforçar as orientações já passadas em matéria sobre planejamento de viagem publicada anteriormente, onde, antes de sair para a estrada, é de extrema importância que nosso amigo motociclista esteja informado sobre os acontecimentos políticos que ocorrem nos países por onde irão passar.

          Até a presente data, a Bolívia passa por problemas de abastecimentos de alimentos e combustíveis. O novo ministro de Hidrocarbonetos, Víctor Hugo Zamora, disse à rede de televisão boliviana ATB que o abastecimento de gasolina enfrenta dificuldades para chegar a La Paz por causa dos bloqueios de manifestantes. Diversas lojas de La Paz estão fechadas, e as poucas ainda abertas estão cobrando o dobro dos preços normais. A cidade ainda guarda na memória as cenas mais marcantes dos cercos à cidade em 2003 e 2005, naquela ocasião, o cerco recebeu o nome de Tupac Katari, em homenagem a um líder do povo Aimará.

          Além de La Paz, os bloqueios nas estradas também afetaram o comércio de Santa Cruz de La Sierra. Produtores dizem que frutas e outros vegetais estão estragando nos caminhões retidos antes de chegar aos mercados.

          Diante de tudo isso, fica complicado atravessar a fronteira com a Bolívia.



Túpac Katari



          Túpac Katari, nascido Julián Apasa Nina (Ayo Ayo, município de Sica Sica, província de Aroma, 1750 – La Paz, 15 de novembro de 1781), foi um líder de uma rebelião do povo aimará contra as autoridades coloniais espanholas em Alto Peru, na Bolívia, no início da década de 1780.

          É um personagem cercado de mistério. Os documentos oficiais não fazem nenhuma menção a ele até a sua espetacular aparição como comandante do cerco a La Paz. No entanto, a tradição oral, aceita pelos historiadores aimarás, apresenta uma biografia razoavelmente detalhada dele. Segundo esses relatos, Julián Apaza adotou o pseudônimo de Túpac Katari após a morte do líder indígena Tomás Katari.

          Na juventude, Julián havia sido submetido ao regime de trabalho forçado, a mita, e conheceu na prática a realidade da superexploração nas minas do Altiplano andino. Nesse período, já pregava a seus companheiros a necessidade de um levante, embora nada soubesse ainda sobre Túpac Amaru nem sobre Tomás Katari.

          Ao sair das minas, dedicou-se ao comércio itinerante da folha de coca. Em suas viagens, levava a mensagem da necessidade de uma insurreição. Aos poucos, se tornou conhecido e ganhou adeptos que faziam circular as notícias sobre a realidade que os cercava. M

          Nesse período Julián conheceu a história do levante de Túpac Amaru, em Cuzco, e da luta de Tomás Katari. Relacionando-se com articuladores de ambos, recebeu a incumbência de levar, de forma sigilosa, uma correspondência de Túpac Amaru a Tomás Katari, na qual o primeiro dava importantes instruções para organizar o levante nas regiões de Potosí e Oruro.

          No entanto, Tomás Katari morreu antes da chegada do mensageiro, e Julián Apaza ficou com a carta e os documentos, sem ter a quem entregá-los. Diante do impasse, uma assembleia comunitária se reuniu e tomou uma decisão unânime: com a força de Túpac, Julián Apaza daria continuidade à luta de Tomás Katari. Assim nasceu Túpac Katari.

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