quarta-feira, 31 de maio de 2017

Gasolina - dicas e cuidados

          Gasolina é o item de maior custo operacional, os mecânicos de competição recomendam a  utilização de gasolina comum em alternância com a gasolina aditivada, a justificativa é que não adianta usar gasolinas especiais com maior octanagem, pois o rendimento na cidade e na estrada é imperceptível.

          Muitos se enganam ao afirmar que a gasolina aditivada produz um melhor rendimento do motor, isto não é verdade, isto pode ser um benefício derivado, não é um benefício direto.

          O aditivo, que é basicamente um detergente, tem a função de manter o sistema de alimentação limpo, isto considerando o tanque, a linha de combustível e o(s) bico(s) injetor(es). Uma possível melhora no rendimento do motor pode acontecer por não estar ocorrendo problema de alimentação em função de obstruções no provimento de combustível para queima nos cilindros, não porque o combustível fica “melhor”.

          A gasolina comum tem tempo de oxidação muito curto e quando envelhece forma uma goma no fundo do tanque, por isso a necessidade de a cada duas abastecidas fazer uma com gasolina aditivada. A gasolina aditivada é idêntica à comum, só que nela são acrescentados detergentes/dispersantes que removem as impurezas do tanque, bicos e válvulas.

          Procure andar sempre com o tanque meio cheio, pois evita que se formem gotículas na parte superior do tanque. Essas gotículas quando permanecem por muito tempo, tendem a formar ferrugem no tanque provocando oxidação das partes móveis de bomba, carburador, etc.

          Uma dica importante, nos momentos de crise econômica procuramos sempre os postos de gasolina com preço mais acessível, isso pode ser uma armadilha e a sua economia pode se tornar um prejuízo.  No ano de 2015 a mistura de etanol na gasolina subiu de 25% para 27% , a alteração atingiu a gasolina comum e a aditivada, a única exceção foi para a gasolina premium.

          Ou seja, é de nosso conhecimento que veículos a álcool consomem mais combustível, de acordo com especialista da área, apenas esse aumento de 25% para 27% ocasiona um consumo maior de 4%, a Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais negou o número e disse que o aumento será de no máximo 1,5%. Então, no caso de gasolina muito barata, desconfie sempre, abasteça, mas acompanhe o rendimento de sua motoca.


RELATO PESSOAL

          Há algum tempo vinha abastecendo minha VStrom 1000 com gasolina comum, o rendimento vinha baixando muito, a moto falhava muito e em alguns momentos ela apagava quando eu acionava a embreagem, troquei filtro e as velas da gorducha e nada mudou, passei então a usar gasolina premium e o rendimento voltou ao normal.

         Numa viagem realizada de aproximadamente 10.500 km com garupa e moto com muita bagagem o rendimento caiu de 18 km/l para 16 km/l , nessa viagem passamos pela Bolívia, onde a gasolina é pura (pasmém, é da Petrobras) o rendimento voltou aos 18 km/l, no entanto poderia talvez ter ido tranquilamente aos 20 km/l - vale lembrar que eu estava no sobe e desce da Cordilheira dos Andes.  


VOCÊ SABIA?
(Fonte R7.com)

          Uma nota fiscal com a comercialização de gasolina entre a Petrobras e uma empresa pública boliviana dedicada à exploração, destilação e venda do petróleo por R$ 1,593 o litro passou a circular nas redes sociais e gerou indignação dos brasileiros. Para o consumidor final no Brasil, o litro do combustível custa, em média, R$ 3,754, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

          O valor da venda para a boliviana YPBF (Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos) abaixo do encontrado nas bombas de combustível pelo País acontece devido à tributação que a gasolina enfrenta até a chegar nos postos brasileiros.

          A Petrobras diz que após comprar o produto brasileiro, a YPFB arca com os custos logísticos para transportar o produto até o destino.

Por que o preço da gasolina não baixa no Brasil?

          Segundo levantamento da Petrobras, ao abastecer o carro com R$ 100 de gasolina no Brasil, os consumidores destinam R$ 17 (17%) para distribuição e revenda, R$ 14 (14%) pelo custo do Etanol Anidro, R$ 29 (29%) de ICMS, R$ 10 (10%) de Cide, PIS /Pasep e Cofins e R$ 30 (30%) fica destinado pela realização da Petrobras.

          A Petrobras afirma que “possui um contrato vigente para a comercialização de gasolina com a empresa boliviana YPFB”. De acordo com a companhia, os preços médios de exportação para o país vizinho “estão alinhados ao preço da venda no mercado interno em Senador Canedo, sem tributos”.

          A petroleira estatal destaca ainda que não há incidência de tributos na exportação de derivados e afirma que “não cabe a comparação entre os preços de exportação e de venda no mercado interno”.

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