segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Resgate de Motos

          Alguns motociclistas podem dizer que é um pouco de exagero, muitos preferem sair estrada afora sem preocupação nenhuma, nem mesmo se a sua moto vai ou não deixá-lo na mão durante um passeio ou uma viagem, e eis que ela deixa.

          Bom, existem "n" formas de se resolver isso, caso seja um pequeno problema mecânico e você tenha conhecimento para elucidar o caso, bacana, você é o cara. Pode ser que você esteja numa rodovia pedagiada e então o caminhão de resgate da concessionária te levará até um lugar seguro.

          Também existe a possibilidade de você fazer parte de algum grupo de apoio de motociclistas estradeiros , tipo o R.A.G.M.I., eles irão te ajudar de alguma forma, pode até ser que te indiquem uma empresa de resgate de motos, caso não haja ninguém disponível para ir socorrer. 

          Mesmo com todas as possibilidades acima, o ideal é ser precavido e andar com telefones de  empresas especializadas em resgate de motos, isso torna sua viagem muito mais segura. Existem empresas que prestam serviços de resgate não só pelo motivo da panes ou acidentes, mas até mesmo em casos em que o motociclista bebeu demais e ficou sem condições de pilotar.

          Os valores são variáveis, de acordo com o tipo de veículo utilizado no resgate, ou modelo de moto resgatada. Os preços médios de resgate dentro da mesma cidade variam entre R$ 50,00 e R$ 100,00, já os resgates intermunicipais são cobrados pela quilometragem rodada e pode variar entre R$ 1,00 a R$ 1,60 o km rodado.

          Expedições Latinas conta com a parceria da Help Bikers para longas distâncias e para Curitiba e região com o " Chame o Aurelio" e também o S.O.S. Motor Bike. Além deles carrego também outros telefones, afinal, pode ser que eles estejam distantes, tornando impossível o resgate num primeiro momento.

          Procure os contatos em sua cidade. esses são os nossos!

Chame o Aurelio
 

          
S.O.S. Motor Bike
 


Help Bikers 
 



quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Frases sobre motos e motociclistas

          Um dos grandes baratos de ser motociclista é saber zoar com frases de efeito, elas estão presentes em nossos patchs, adesivos, camisetas, nas redes sociais, etc... é uma forma de mostrar nosso amor ao motociclismo. 

          As frases colocadas nessa matéria estão disponíveis em muitos sites, fizemos uma catação daqui e dali e colocamos com as fotografias de algumas Expedições realizadas, espero que curtam!!


































quarta-feira, 23 de novembro de 2016

A paixão pelas trilhas

          Há um tempo atrás fomos em um grupo de amigos encarar a Estrada da Limeira, eu e meu filho fomos de carro para levar a moto do nosso amigo Elieser, um amante de trilhas, sua moto estava toda desconfigurada, quer dizer, preparada para enfrentar os terrenos acidentados da Serra do Mar.

          Em nossa companhia seguiram mais dois amigos com suas big trails, esses por sua vez andaram com um pouco mais de cuidado devido o peso de suas motos.

          É difícil descrever o que vi, Elieser, um homem de pouco mais de 50 anos parecia um moleque, acelerava a sua moto espirrando pedras para todo lado, dançava de um lado para o outro desviando de pedras maiores, saia da estrada principal em busca de pequenos trechos e fazia tudo isso com um maestria e domínio de sua moto.


           Nosso amigo Agostinho Megel, da Megel Lataria e Pintura Automotiva, é outro que gosta de pegar sua moto trail e sair com seus amigos pelas trilhas existentes na região de Curitiba. Para eles, lama e dificuldades são temperos certos para colocar um sorriso no rosto. 

          Mas o que é ser um trilheiro?

          Ser trilheiro vai além da competição, é ser parceiro, é não pensar somente em competição, é ser solidário, é saber cultivar o bom humor e companheirismo, o chamado espírito de equipe; fazer novos amigos, aprender a superar os seus limites, é ter a coragem de conhecer lugares onde poucos foram, caminhos alternativos, de acesso difícil ou até mesmo impossível para muitas motos.




          Como ser um bom trilheiro?

O BOM TRILHEIRO

1º - Respeita a natureza;
2º - Não trafega em mananciais e área preservadas.
3º - Evita trilhas degradadas.
4º - Não abre novas trilhas.
5º - Informa as autoridades qualquer atividade suspeita nas trilhas, como:
  •  Desmatamento;
  •  Aprisionamento de animais silvestres,
  •  Queimadas, ETC.
6º - Não acende fogo e nem joga tocos de cigarros nas trilhas.
7º - Não deixa lixo nas trilhas.
8º - Respeita as propriedades alheias, evitando a sua entrada.
9º - Respeita e proprietário e os empregados da propriedades, atendendo sempre aos seus pedidos.
10º - Respeita as leis de trânsito.
11º - Diminui a velocidade ao avistar pedestres, ciclistas e animais.
12º - Não corta a cerca e não arromba cadeado.
13º - Respeita os moradores, condôminos, colonos, fazendeiros, pois deles depende seu lazer.
14º - Fecha as porteiras e tronqueiras para não fechar as trilhas.
15º - Mostra seu potencial de pilotagem somente nas trilhas.
16º - Não faz trilha sozinho.
17º - Sabe que moto e álcool não combinam.
18º - Entende que a solidariedade é a alma do esporte.
19º - Ajuda sempre um trilheiro em dificuldades.
20º - Aanda sempre equipado e leva ferramentas básicas.
21º - Respeita seu limite de pilotagem.
22º - Leva sempre água, barras energéticas, etc...
23º - Anda sempre com seus documentos e de sua moto.


Abaixo fomos buscar uma definição bacana publicada lá em 2009.


Uns acham que somos um bando de loucos desvairados correndo sem destino, subindo e descendo simplesmente pelo desejo de correr ou de se cobrir de lama. Outros acreditam tratarem-se simplesmente de aventureiros ou desocupados sem ter mesmo o que fazer.

São muitos os motivos a descrever nessa imaginação popular e por isso mesmo frequentemente somos abordados sobre essa temática FAZER TRILHAS.

Difícil mesmo é descrever algo que você sente a alguém que não conhece as sensações.

Na tentativa de elucidar as questões por vezes resumimos dizendo que a adrenalina é forte, que é prazeroso, que distrai e por ai vai…

Muitas são as razoes a enumerar nessa busca desvairada em conceituar o esporte. Estou certo que não esgotarei o tema, este texto será apenas uma pequena contribuição.

Uma das coisas logo observada, de cara mesmo, é a solidariedade: impossível fazer trilhas sozinho. Frequentemente estamos precisando um dos outros, seja um empurrãozinho aqui ou ali… Uma moto a ser rebocada ou consertada, uma barra de cereal a ser dividida, coisas assim…

Inimaginável mesmo é visualizar onde essas “magrelas” são capazes de chegar. São montanhas e vales que nos permitem um contato direto com a natureza puríssima, desfrutando do seu aroma perfumado e hiper diversificado, um presente no olhar, na contemplação do belo nos mais altos penhascos, nas matas e sem falar na invejável sensação do cachorro na janela do carro, com aquele vento na cara… Demais.


Outro aspecto interessante são os desafios nos percursos. Difícil acreditar que se possa vencê-los, transpassa-los. Contudo, nas tentativas incessantes, superando os impactos negativos, os medos, e lançando impetuosamente sob os obstáculos finalmente os vencemos de forma impressionante.

Percebemos com essa façanha que a vida é assim, similar as trilhas, e que assim como nas trilhas, o dia a dia é recheado de desafios e neste contexto o esporte nos encoraja e impulsiona a lutar e nunca desistir das metas e projetos propostos na caminhada da existência, pois, apesar de parecerem difíceis, a experiência nos mostra que o segredo é sempre acreditar, acreditar e acreditar.

Alguém já disse que esse esporte deveria ter o nome de “No Limite”, haja visto que por vezes esgotamos todas energias possíveis.

Difícil acreditar que estando no lombo de uma moto alguém iria se esgotar dessa maneira. A verdade é que depois de 8 h de trilhas, passando por vários obstáculos, a magrela começa a agigantar-se. É ai que surge um diferencial: quando o HOMEM completo começa a ressurgir.

Nesse momento há um alinhamento, uma convergência de objetivos e o ser tricótomo (composto de Corpo Alma e Espírito) começa a expressar de forma magnífica, onde o corpo sem energia busca força no seu Eu interior que o impulsiona a seguir avante culminando no sonhado objetivo final.

Penso que, quando chegamos nesse nível há uma purificação da mente (alma) onde o corpo “zerado” sem forcas pra nada, cede espaço para o homem interior (o Espírito) tornando assim um ser humano melhor, menos prepotente e mais equilibrado.

Enfim, fazer trilhas é um exercício para a vida, é harmonia com o ambiente é se sentir a própria natureza em perfeita simbiose.

Que possamos desfrutar cada vez mais desse enorme privilegio de forma consciente não perdendo nenhum detalhe nessas jornadas.

Por: Amigos Trilheiros












terça-feira, 22 de novembro de 2016

Dicas para motociclista iniciante

          Nesses últimos anos a frota de motocicletas nas ruas Brasil afora aumentou consideravelmente, esse aumento estaria relacionado a uma falsa economia para o usuário em relação ao transporte público, muitos fazem a conta considerando apenas a situação "a moto faz tantos quilômetros com 1 litro", esquecem do gasto com manutenção como trocar pneus, óleos, relação ..... e até mesmos os impostos, o que nos leva a crer então que seria mais pela mobilidade do que pela economia.

          Na verdade nosso trânsito esta cada dia mais caótico, tornando a motocicleta uma alternativa para vencer um pouco o tempo no trânsito, porém, há de se tomar alguns cuidados, confiram algumas dicas  para andar com mais segurança no trânsito.

1. Reconheça os seus próprios limites. Se não está à vontade para encarar o trânsito com uma moto, espere um pouco. Procure a ajuda de motociclistas mais experientes para receber dicas e instruções. Leia até o final desta matéria.

2. Se tem pouca prática, ande alguns quilômetros no fim de semana, quando o tráfego é mais leve. Procure ruas com bastante curvas para treinar um pouco.

3. Equipe-se. O capacete é obrigatório, mas não dispense nunca as luvas e uma jaqueta com proteções rígidas nos cotovelos e ombros. Sempre com as luvas, com o tombo a primeira parte do corpo que vai ao chão são as mãos

4. Prefira um capacete integral, ou modular. Não use nunca o capacete do tipo “coquinho”.

5. Se usar um capacete do tipo aberto, proteja os olhos com óculos especiais, ou escolha um com viseira.

6. Utulize botas ao invés de tênis. Os outros veículos podem passar por cima de seu pé quando menos esperar e quanto mais proteção, melhor.

7. A condução deve ser sempre suave. Pode ser de modo rápido ou lento, mas sempre suavemente. Evite manobras bruscas, acelerações despropositadas e travar as rodas em frenagens.

8. Mostre-se. Vista cores chamativas com refletivos e mantenha sempre o conjunto óptico em dia.

9. Mantenha sempre as luzes da moto acesas de noite e de dia. 

10. Não retire os piscas nem os retrovisores da sua moto para ficar com aspecto mais “racing”. Além de ser proibido, é muito imprudente.

11. Utilize os piscas para mudar de direção e quando mudar de faixa.

12. Se tem dúvidas se os outros estão vendo você, não hesite em sinalizar com gestos a sua manobra.

13. Fique sempre em estado de alerta, mesmo no ambiente mais pacífico. As armadilhas estão lá, evite-as.

14. Espere sempre o pior de cada situação. Dessa forma, estará menos sujeito a surpresas.

15. Circule sempre a uma distância de segurança do veículo da frente. Procure não ser seguido de perto por outro veículo. Se necessário, acione o freio rapidamente para “assustar” o outro motorista, afastando-o assim.

16. Conduza com os “olhos”. O local que olhar será onde as rodas passarão. Não fixe o olhar nos obstáculos e, sim, no espaço livre. Olhe para o espaço ao lado do buraco na estrada, não para o próprio buraco.

17. Não se fixe só no carro que vai à frente. Tente antecipar o que todos os carros ao seu redor planejam fazer. Se um veículo mais distante travar as rodas você estará preparado.

18. Conduza em função do que vê. Não entre em velocidade exagerada em uma curva sem visibilidade suficiente, ou ao virar uma esquina. Pode haver algo inesperado.

19. Do mesmo modo, não fique parado logo após uma curva ou esquina de pouca visibilidade.

20. Tente antecipar a ação dos outros motoristas. A movimentação corporal pode indicar as ações futuras.

21. Um carro que circula muito devagar em uma faixa de trânsito rápido pode ser um motorista no celular conversando ou enviando mensagens.

22. Se vir alguém utilizando o celular, espere pelo pior. Uma manobra inesperada pode acontecer a qualquer momento sem ser sinalizada.

23. Nunca ultrapasse pela direita em uma fila de carros parados.

24. Qualquer carro parado com uma pessoa sentada ao volante pode, sem aviso, efetuar uma conversão.

25. Não utilize as beiradas das estradas ou vias rápidas para trafegar, existem muias pedrinhas.

26. Ao circular entre as faixas de carros, não exagere na velocidade e garanta estar sendo visto por todos.

27. Quando o congestionamento está forte, os automóveis tendem a trocar repentinamente de faixa quando encontram um “buraco” na outra fila. Fique atento a este tipo de manobra.

28. Se tiver motos mais rápidas e seguindo no “corredor”, deixe-as passarem. Não force a velocidade para manter-se na frente.

29. Quando circular entre as filas de carro, prefira seguir, a ser seguido. O que vai à frente abre o caminho, chamando a atenção dos motoristas para a presença das motos, mas também corre mais riscos.

30. Ao circular na faixa, nunca ande encostado no meio-fio à direita. Assim, você poderá ser ultrapassado “sem dó nem piedade” na sua própria faixa. Mantenha-se no centro da faixa.

31. Não se coloque no ponto cego dos retrovisores dos carros.

32. Quando for ultrapassar, faça de uma vez e sem hesitar.

33. Nunca hesite em uma manobra. Julgue a situação e haja em conformidade. Nunca hesite depois de começar a manobra.

34. Na cidade ou em uma estrada aberta, faça trajetórias que o tornem visível para quem vem de frente.

35. Mesmo que tenha prioridade em um cruzamento, aja sempre como se não tivesse, tomando as devidas precauções.

36. Ao arrancar de um semáforo, conte sempre com a possibilidade de alguém estar avançando o sinal vermelho.

37. Ao passar em um cruzamento, mesmo que esteja o semáforo verde para você, diminua e olhe para os lados. Normalmente, alguém esquece de olhar para o vermelho.

38. Nem sempre os veículos de emergência tomam o devido cuidado no cruzamento. No verde ou logo que abre o farol, fique atento a esses veículos. Você pode ouvi-los ou perceber a sua presença pela iluminação.

39. Mesmo parado (em um semáforo, em uma fila de trânsito, na entrada de um cruzamento, etc.) mantenha um olho “no burro” (o que se passa à sua frente) e “outro no cigano” (o que se passa atrás de você, através do retrovisor).

40. Atenção quando ultrapassar ônibus parados em pontos. É normal os passageiros atravessarem na frente deles, às vezes até correndo.

41. Os pedestres são imprevisíveis. Conte com a presença deles fora da faixa de pedestres, principalmente perto de pontos de ônibus.

42. A frenagem deve ser feita de forma decidida, mas nunca de maneira brusca. Ao contrário do que acontece com os carros, o travamento de uma roda – principalmente a dianteira – resulta quase sempre em uma queda.

43. Nas motos freamos ambos os freios simultaneamente. A frenagem mais eficaz se dá utilizando ambos os freios.

44. Não trave – ou faça-o com cautela – em cima de areia (ou lama).

45. Atenção nos locais com obras. Os caminhões trazem muita sujeira para a pista.

46. Uma superfície espelhada indica escassa aderência. Reduza a velocidade e aja com cautela e movimentos suaves.

47. Manchas no asfalto resultam do derramamento de matérias que podem ser escorregadias (gasolina, óleo, água, etc.).

48. Manchas “coloridas” no asfalto representam óleo. Fuja dessa armadilha.

49. É normal o acúmulo de detritos e sujeira (óleo, diesel) em zonas de parada obrigatória. Cuidado para não escorregar com os pés na hora de colocá-los no chão, principalmente nos pedágios.

50. A tinta branca das faixas de pedestres ecorrega até mesmo seca. Não freie muito forte sobre ela.

51. Cruze em ângulo pronunciado os trilhos de trem.

52. Quando chove, tudo deve ser feito de modo mais suave. Faixas de pedestres, tampas de esgoto, juntas de viaduto e piso empedrado se tornam armadilhas fatais.

53. Uma poça d’água, em um dia de chuva, pode esconder outras armadilhas.

54. Ao circular à noite, redobre a atenção. Existem veículos circulando muito devagar e pedestres que cruzam em locais ermos.

55. À noite, nas cidades, as ruas são lavadas. É comum passar de uma rua seca para outra totalmente molhada. Tome cuidado.

56. Atenção em locais com canteiros em dias de chuva, pois o acúmulo de água faz a terra cair no asfalto, tornando a pista mais escorregadia.

57. Verifique com regularidade a pressão dos pneus e, no caso de conduzir uma moto com corrente, lubrifique-a em intervalos nunca superiores a 400 km (em uma utilização diária) e 200 km (se andar muito na chuva).

58. Nunca estacione “de frente” em uma rua – ou espaço – quando estiver em um declive.

59. Estacione sempre com a moto bem inclinada para o lado do descanso lateral.

60. Não conduza sob o efeito de álcool ou drogas. As motos não perdoam.

E mais uma…
61. Assuma, em todas as circunstâncias, um comportamento cívico.

As dicas abaixo referem-se às preferências do Pedestre

  • Não obstrua a faixa de pedestre.
  • Lembre-se que o passeio é de uso exclusivo dos pedestres
  • Senhor motociclista! Esta situação é muito comum, fique alerta, no mínimo uma criança pode aparecer de surpresa.
  • Não transite nas ciclovias nem nos passeios.

Em Vias e Curvas:
  • Evite transitar na linha contínua e tracejada.
  • Também tão pouco conduza sua motocicleta entre dois veículos, nem sequer quando estes estão parados.
  • Não transite em forma paralela com outra ou outras motocicletas.
  • Mantenha-se fora dos pontos cegos. Ao corta um veículo, ultrapasse o ponto cego o mais rápido possível.
  • Se vai fazer uma curva em um cruzamento, Realize a manobra respeitando a preferência dos outros veículos e pedestres.

Em Interseções:
  • Nos cruzamentos o motociclista assegurar-se ser visto pelos outros condutores poder ver o que está acontecendo em todas as vias convergentes.
  • Nas interseções diminua a velocidade e não confie por estar transitando em uma via preferencial.

Em Curvas:
  • O Motociclista deve utilizar o lado direito da estrada quando há uma curva a direita.
  • Se a curva é para esquerda, deve-se utilizar o lado esquerdo da pista direita.
  • Nunca ultrapasse outro veículo em uma curva ou onde há pouca visibilidade.


Fontes:
Revista “Motociclismo” de dezembro/2009 – Nº 144 – Ano 12.http://www.motoseguranca.com.br/normas.html

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Viajando com filho menor de idade ao exterior

          Nos relatos de viagens dos nossos amigos motociclistas ao exterior é comum ouvir histórias de pessoas viajando com suas esposas ou até mesmo sozinhos, no entanto, existem muitos pais (ou mães) que tem a intenção de sair com seus filhos menores de idade mundo afora, para atender esses aventureiros fomos atrás das providências a serem adotadas.

          Em primeiro lugar, é bom lembrar que, segundo o Código Brasileiro de Trânsito é proibido “conduzir motocicleta, motoneta e ciclomotor transportando criança menor de sete anos ou que não tenha, nas circunstâncias, condições de cuidar de sua própria segurança”. O condutor que descumprir esta infração gravíssima está sujeito a levar multa, ter o direito de dirigir suspenso e ainda ter o documento de habilitação recolhido. Também é bom ter prudencia, não é viável levar um adolescente em sua garupa sem que este tenha uma resistência para longas viagens.

          Voltando às providências, também é bom lembrar que em todas as situações, os viajantes devem portar documento de identificação. As crianças e os adolescentes que não tiverem carteira de identidade devem viajar com a certidão de nascimento original ou autenticada.

          A autorização para viagem internacional está prevista na Resolução N. 74/2009 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Essa autorização é dispensável quando a criança ou adolescente está viajando com ambos os pais. A autorização é exigida sempre que crianças e adolescentes brasileiros precisarem viajar para outros países desacompanhados, na companhia de apenas um dos pais ou acompanhados de terceiros. nos seguintes casos:

          Para solicitar a autorização, é necessário apresentar documento de identificação da criança – certidão de nascimento (original ou cópia autenticada) ou carteira de identidade – e dos pais ou responsáveis – carteira de identidade ou outro documento que tenha validade por força de lei. No caso de responsável legal, é preciso comprovar a guarda ou tutela da criança ou adolescente mediante certidão do juízo que a concedeu.

          As autorizações de viagens nacionais e internacionais para crianças e adolescentes também podem ser lavradas pelos próprios pais ou responsáveis por meio de documento público ou particular, no caso de viagem nacional, e de escritura pública, no caso de viagem internacional, com firma reconhecida por autenticidade ou semelhança. Essas autorizações não necessitam de homologação pelo Juízo da Infância e da Juventude.

Viagem nacional

          A autorização é necessária para crianças menores de 12 anos que forem viajar desacompanhadas ou na companhia de pessoas que não sejam seus parentes até o terceiro grau (irmãos, tios e avós).

          O adolescente (maior de 12 anos) não necessita de autorização para viajar no território nacional, bastando portar documento de identidade original ou certidão de nascimento (original ou cópia autenticada).

          A autorização é dispensável quando a criança estiver na companhia do pai, da mãe ou de ambos, do responsável legal, ou ainda de ascendente ou colateral maior, até o terceiro grau, comprovado o parentesco por documento válido por lei.

Viagem internacional

          A autorização é exigida sempre que crianças e adolescentes (0 a 17 anos) precisarem viajar para outros países desacompanhados, na companhia de apenas um dos pais ou acompanhados de terceiros. A autorização é dispensável quando a criança ou adolescente for viajar com ambos os genitores.

          Se a criança ou o adolescente for viajar desacompanhado ou na companhia de terceiros, ambos os pais devem autorizar. Se a viagem for com apenas um dos genitores, o outro precisa autorizar. A autorização deve ser apresentada em duas vias originais, com firma reconhecida por autenticidade ou semelhança.



          Uma das opções bacanas que surgiu ha pouco tempo foi a possibilidade de colocar essa
autorização no passaporte, leiam atentamente as informações abaixo, antes de solicitar o passaporte do menor, elas foram extraídas do site da Policia Federal.

1.0 - No caso de menor de 18 anos, será exigida autorização expressa de ambos os pais ou do responsável legal, conforme modelos abaixo. O menor - obrigatoriamente - deverá estar presente no momento do requerimento e da retirada do passaporte.

1.1 - Quanto aos 3 (três) modelos de formulários para autorização de expedição de passaporte para menor, seguem as orientações:

1.1.1 - Autorização de expedição de passaporte para menores (art. 27 do decreto no. 5.978/2006) com inclusão de autorização de viagem internacional (res. 131/2011- CNJ) na página de identificação do passaporte comum (poderes p/ genitor) - impressão da autorização de viagem na página de identificação do passaporte, autorizando o menor a viajar com apenas um dos genitores, indistintamente. Nesse caso, não haverá necessidade de apresentação da autorização de viagem quando da realização do controle migratório de saída do menor do País, estando acompanhado de um dos genitores;

1.1.2 - Autorização de expedição de passaporte para menores (art. 27 do decreto no. 5.978/2006) com inclusão de autorização de viagem internacional (res. 131/2011- CNJ) na página de identificação do passaporte comum (poderes amplos) - impressão da autorização de viagem na página de identificação do passaporte, autorizando o menor a viajar com apenas um dos genitores ou desacompanhado. Nesse caso, também, não haverá necessidade de apresentação da autorização de viagem quando da realização do controle migratório de saída do menor do País, podendo o menor viajar acompanhado de um dos genitores ou desacompanhado;

1.1.3 - Autorização para concessão de passaporte para menor (Na forma da lei) – a autorização de viagem não será impressa no passaporte. Nesse caso, a autorização dos pais para obter passaporte não supre a autorização para o menor viajar para o exterior com apenas um dos cônjuges ou desacompanhado, devendo ser apresentada a autorização de viagem, juntamente com o passaporte no controle migratório de saída do menor do País.

1.2 - Na ausência de um dos pais, deverá ser apresentado o formulário próprio com a firma do genitor ausente reconhecida em cartório por autenticidade ou procuração específica, autorizando a emissão de passaporte ao menor, outorgada por um genitor ao outro, lavrada em cartório (procuração pública) oucom firma reconhecida por autenticidade (procuração particular). Excepcionalmente, o reconhecimento da firma do genitor ausente no formulário de autorização poderá ser realizado por semelhança, desde que sejam apresentados e anexados documentos no SINPA e/ou realizadas diligências que comprovem a condição excepcional.

1.3 - Em caso de óbito de um dos pais, apresentar a Certidão de Óbito original.

1.4 - Na ausência de ambos os genitores, deverá ser apresentada procuração pública específica, autorizando a expedição de passaporte para o menor, outorgada por ambos os genitores a pessoa maior, lavrada em repartição notarial no País ou repartição consular brasileira no exterior ou, ainda, lavrada em repartição notarial estrangeira, acompanhada de tradução por tradutor juramentado e devidamente consularizada. Em qualquer dessas hipóteses, deve o procurador acompanhar o menor no ato da expedição e entrega do passaporte.

1.5 - Não serão aceitas procurações nem autorizações lavradas há mais de um ano.

1.6 - Os genitores, o responsável legal ou o procurador deverão apresentar documento de identidade em original.

1.7 - No caso de criança ou adolescente adotado em processo de adoção internacional, deverão ser apresentados também os seguintes documentos:
certificado de conformidade expedido pela CEJA/CEJAI;
certidão de nascimento atual do menor adotado; 
cópia autenticada da sentença de adoção; 
certidão de nascimento anterior do menor adotado, se na sentença de adoção não constar o nome anterior do menor e os nomes dos pais biológicos; 
passaporte(s) do(s) adotante(s).

1.8. - Conforme o Provimento nº 3 do Conselho Nacional de Justiça – CNJ, datado de 17/11/2009, não devem ser consignados quadros preestabelecidos para o preenchimento dos nomes dos genitores, a fim de que seja evitada desnecessária exposição daqueles que não possuem paternidade identificada, ou seja, não devem ser usadas expressões tais como “pai desconhecido”, “Ignorado”, etc. O campo deverá ficar em branco.

1.8.1 - Caso a genitora do menor tenha alterado o nome, em razão de casamento, separação ou divórcio, será necessária a apresentação da certidão de casamento para comprovar a maternidade, se no documento do menor conste ainda o nome anterior da genitora.

1.9 - No ato da entrega do passaporte, o menor deverá estar presente e acompanhado de um dos genitores, do responsável legal ou do procurador.

1.9.1 - O menor alfabetizado obrigatoriamente deverá assinar o passaporte na presença do servidor do DPF, salvo quando verificada a impossibilidade de assinatura no referido documento, caso em que será aposto o carimbo adequado, conforme modelos constantes no Anexo II da IN nº 003/2008 - DG/DPF.

2.0 - A autorização dos pais para obter passaporte (Na forma da lei - VIDE item 1.1.3), não supre a autorização para o menor viajar para o exterior desacompanhado.

2.1 - Quanto à autorização dos pais para viagem internacional, vide os artigos 84 e 85 do Estatuto da Criança e do Adolescente, a Resolução nº 131/2011-CNJ e o Manual de Viagem de Menores Brasileiros ao Exterior.

2.2 - Se o menor for viajar para o exterior desacompanhado de um ou de ambos os pais, estes deverão preencher e assinar autorização de viagem, com firma reconhecida em cartório.

3.0 - A falta da autorização de um ou de ambos os pais ou do representante legal será suprida pelo Juiz competente.

3.1 - A autorização de viagem internacional para menor (Resolução n° 131/2011-CNJ) não deverá ser aceita para fins de autorização para expedição de passaporte, devendo somente serem aceitos os modelos constantes dos itens 1.1.1, 1.1.2 e 1.1.3 supramencionados, ressalvando-se as decisões judiciais nesse sentido.

3.2 - Caso a autorização judicial não seja explícita ao definir o modelo de autorização a ser adotado na expedição de passaporte (Modelo 1, 2 ou 3), deverá ser adotado o modelo 3 do SINPADESKTOP (Na forma da lei), no qual a autorização de viagem não será impressa no passaporte.

3.3 - O(s) genitor(es) do menor poderá(ão) alterar a opção de tipo de autorização de passaporte (Modelos 1, 2 ou 3 do ANEXO I) até o momento que antecede a coleta dos dados biométricos, conforme documentação comprobatória de poderes apresentada. Caso sejam adotados os Modelos 1 ou 2, a autorização de viagem será impressa no passaporte do menor e terá a mesma validade do documento de viagem expedido.

4.0 - O passaporte comum para requerente menor de 4 anos de idade terá validade de acordo com a tabela constante do Art. 22, §1º, da IN nº 003/2008 - DG/DPF, podendo, excepcionalmente, ser aumentada pelo prazo de validade mínimo necessário para obtenção de visto para ingresso em determinado país.

5.0 - O preenchimento do campo “Raça/Cor” é um ato meramente declaratório do cidadão, não cabendo ao agente de atendimento realizar qualquer tipo de classificação ou reclassificação, o que não impede eventual correção no SINPADESKTOP a pedido do requerente. Caso o cidadão não queira declarar a raça/cor, deverá optar pelo campo “Não desejo declarar”.

6.0 - O documento de viagem será cancelado se a alteração recair sobre dado constante da página de identificação pessoal do portador (nome, sobrenome, sexo, data e local de nascimento, filiação – VIDE Art. 54 da IN nº 003/2008-DG/DPF), bem como no caso de revogação expressa por um dos genitores da autorização para concessão de passaporte para menor emitida conforme modelos constantes do ITEM 1.0, podendo ser recolhido nas hipóteses previstas no art. 17 da IN nº 003/2008 - DG/DPF.

7.0 - Havendo justificadas razões, outros documentos poderão ser exigidos a critério da autoridade expedidora.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Andar muito de moto ocasiona câncer de próstata?

          O câncer de próstata é um assunto que traz um desconforto entre muitos homens, ainda existe o preconceito machista e por conta disso surgem muitas brincadeiras. Muitos homens não dão tanta importância para a própria saúde e por vezes preferem ignorá-la, mesmo podendo gerar sofrimentos para si e para toda a família, no futuro. 

          Após uma dúvida de um leitor nós fomos atrás da informação, e para deixar nossos amigos motociclistas mais aliviados antes do fim da matéria, informamos que andar de moto ou bicicleta não causa o câncer de próstata, mas caso você seja afetado pela doença poderá sim afetar essa sua paixão.

          Após uma cirurgia é recomendado por cerca de 3 meses aos pacientes operados de próstata que evitem dirigir, pegar peso pesado, evitar alimentos ditos como carregados (carne de porco, macaxeira, ovo de pato), andar de moto ou de bicicleta e praticar atividades sexuais.


Mas o que é o câncer de Próstata?

          O câncer de próstata surge quando as células da próstata passam a se multiplicar de forma descontrolada, levando a formação de um tumor. Alguns desses tumores podem crescer de forma rápida, se espalhar pelo corpo e levar à morte. Porém, a maioria dos cânceres de próstata cresce de forma lenta, dando tempo de fazer o tratamento que leva à cura.

          Então, o exame de próstata uma vez por ano é importante por dois motivos: porque o câncer da próstata é um dos tumores malignos mais frequentes no homem e porque a chance de cura é grande quando descoberto na fase inicial. Nesta fase inicial, com o tumor pequeno, o paciente não tem sintomas, sendo esta a razão pela qual muitos homens não fazem o exame de próstata; preferem esperar por algum sintoma, que só surge quando o tumor já está numa fase avançada e onde a cura é mais difícil.

          A prevenção do câncer da próstata é feito com o PSA (exame de sangue) seguido pelo toque retal. O toque retal é muito importante porque o urologista desliza o dedo na superfície da próstata à procura de algum endurecimento ou nódulo suspeito. A prevenção deve ser iniciada após os 40 anos de idade.
     
          Diante da importância de tal assunto, orientamos nossos amigos motociclistas que procurem seu médico e faça os exames, afinal, o câncer de próstata pode te trazer problemas lá frente em relação . Vamos a alguns fatos sobre o câncer de próstata:

1. O exame de toque retal não é necessário se eu fizer o PSA: MITO

          O exame de PSA é realizado para medir o nível de Antígeno Prostático Específico (PSA) presente no sangue. 

          O aumento dessa enzima produzida na próstata pode sinalizar alterações e doenças no organismo do homem, como infecção do trato urinário, infecção prostática, hiperplasia prostática benigna (HPB) e até mesmo o câncer de próstata.

          Já o toque retal – que não dura mais do que 15 segundos –, tão temido pela maioria dos homens, identifica anormalidades da próstata pela mudança da sua consistência, que fica endurecida na presença do câncer, embora outras doenças também possam endurecê-la, como a prostatite ou hiperplasia prostática benigna com calcificação. Os dois exames são complementares. 

          Portanto, o exame físico e o laboratorial, associados à avaliação de outros sintomas, antecedentes pessoais e familiares, e até mesmo da biópsia de próstata são fundamentais para um diagnóstico eficiente do câncer de próstata, e para a maior chance de cura da doença.

2. O câncer de próstata vai interferir na minha vida sexual: VERDADE

          A vida sexual vai mudando com a idade, seja na sua frequência, seja na sua qualidade, em função da queda do vigor físico. 

          O desempenho sexual de um paciente com câncer de próstata depende muito da sua condição clínica no início do tratamento. Pacientes com maiores deficiências de ereção poderão ser mais facilmente prejudicados pelo tratamento instituído.

          O câncer pode atrapalhar a qualidade da relação sexual conforme a extensão da doença, comprometimento dos gânglios e metástase. Pacientes com doença metastática nos ossos, por exemplo, são tratados pela hormonioterapia, que causa queda da testosterona e, por conseqüência, queda da libido, o que prejudica a qualidade da ereção. Os que forem diagnosticados em estágio inicial, tendo boa saúde física, podem se manter bem ou com pouca diminuição da ereção.

          Tudo depende ainda da qualidade do tratamento de radioterapia ou da cirurgia radical da próstata, chamada de prostatectomia. 

          No caso da cirurgia, é comum ocorrer a perda da ejaculação, pois se remove a próstata e as vesículas seminais que produzem o ejaculado, mas não o orgasmo. 

          Os pacientes costumam dizer: “agora eu tenho um orgasmo a seco”.

3. Andar de bicicleta causa câncer de próstata: MITO

          Pedalar pode causar um leve trauma na próstata, principalmente para homens magros que têm um períneo menos protegido de tecido adiposo. 

          Esse microtrauma, que acontece nas paredes das células da glândula, pode aumentar a liberação de PSA para o sangue. Como o PSA permanece ativo por dois ou três dias, basta o paciente ficar alguns dias sem pedalar para descobrir o real valor do PSA. 

          Em resumo: pedalar pode aumentar o PSA, mas não é causador de câncer.

          Na verdade, exercícios físicos de rotina têm enorme importância na saúde das pessoas e devem sempre ser incentivados, já que diminuem a frequência de muitas doenças sistêmicas, como diabetes, dislipidemia, doenças cardíacas e também de muitos tipos de câncer.

4. Aumento da próstata é sempre sinal de câncer de próstata: MITO

          Um dos principais sinais do câncer de próstata é o crescimento da glândula prostática, porém, nem todo crescimento da próstata significa câncer. 

           Essa glândula pode começar a crescer naturalmente após os 25 anos de idade. Isso acontece por vários fatores: aumento de peso, antecedentes genéticos, doenças inflamatórias da próstata, aumento da testosterona, sedentarismo e doenças sistêmicas como diabetes, dislipidemia, entre outras.

         Em alguns casos, a associação dessas causas pode acelerar ainda mais o crescimento da próstata.

5. PSA elevado significa ter câncer de próstata; PSA baixo significa não ter a doença: MITO

          O PSA mostra apenas que algo está errado com a próstata e cabe ao urologista o diagnóstico.

          Alguns tipos de câncer de próstata não produzem tanto PSA, enquanto outros, mesmo com volume menor, produzem muito PSA. De maneira geral, os tumores malignos mais graves produzem mais PSA, mas há exceções à regra. PSA maior que 10ng/ml em próstatas pequenas pode significar câncer em mais de 65% dos casos.

          Mas, várias doenças - como inflamação, infecção e trauma – também podem aumentar o PSA, não apenas o câncer. 

          Tratada a doença de base, o PSA volta ao seu real valor.

6. O exame de próstata tem que ser realizado após os 40 anos: MITO

          Até pouco tempo atrás recomendava-se que o exame de próstata fosse feito a partir dos 40 anos. Porém houve uma mudança de postura das Sociedades Européia, Americana e Brasileira de Urologia, que atualmente recomendam que essa investigação seja feita a partir dos 50 anos, com exceção de alguns casos, como:

  • Homens que possuem antecedentes familiares de câncer de próstata
          Esses pacientes devem ter o acompanhamento de um urologista à partir dos 40 anos, já que o risco de apresentarem a doença dobra com um caso familiar e aumenta de 6 a 12 vezes quando existem dois ou mais casos na família.

  • Homens com menos de 50 anos que apresentem anormalidade para urinar
          Anormalidades para urinar podem indicar uma alteração na próstata em função de algum tipo de doença, como HPB, prostatite, infecção do trato urinário e até mesmo o câncer. 

          Por isso, é importante que o exame de próstata seja realizado assim que se identifique a anormalidade, para que o médico possa realizar o diagnóstico e iniciar o quanto antes o tratamento da doença.

7. O câncer de próstata é hereditário: VERDADE

          A resposta correta é parcialmente verdade.

          A maioria dos casos de câncer de próstata são esporádicos, ou seja, o homem o desenvolve durante seu envelhecimento. Homens idosos podem ser portadores da doença e não apresentarem nenhum sintoma, alguns morrem sem sequer saber que tinham o câncer.

          Mas existe uma forma de câncer de próstata que passa de pai para filho, sendo realmente hereditária – quando vários membros da família apresentam a doença com menos de 55 anos. Mas a porcentagem desse tipo de câncer de próstata é baixa, 2 a 3% dos casos.

          Homens com vários familiares que tem a doença devem ser acompanhados por urologista a partir dos 40 anos. 

          Ter um familiar direto com câncer de próstata dobra sua chance de desenvolver a doença, e ter mais de dois parentes aumenta de 6 a 12 vezes o risco. Se você tem um irmão com câncer de próstata, seu risco é maior do que se o seu pai tiver tido a doença.

8. Uma vida sedentária pode aumentar o risco de ter câncer de próstata: VERDADE

          O exercício físico regular e uma boa alimentação trazem vários benefícios para a saúde: melhoram a qualidade de vida, diminuem o risco de várias doenças e a necessidade de tomar muitos remédios, e ainda podem prevenir o câncer de próstata.

          Da mesma forma que o exercício físico faz bem para a saúde, a manutenção da função sexual regular traz benefícios diretos ao funcionamento da próstata, diminuindo a ocorrência da doença prostática benigna (HPB), e até mesmo do câncer de próstata.

          O sedentarismo e a obesidade geram uma mudança metabólica em todas as células do organismo. 

          Em outras palavras, podem modificar a fisiologia normal das células, gerando alterações em seu DNA e consequentemente, alguns tipos de câncer.

9. Após a cirurgia posso continuar potente: VERDADE

          Após a prostatectomia radical, a evolução da ereção depende muito de como ela se comportava até o momento da cirurgia. 

          Pacientes plenamente potentes podem continuar assim; por outro lado, os que já tinham necessidade de tomar algum remédio para melhorar a sustentabilidade do pênis, devem sentir mais o impacto da cirurgia, com perda de qualidade da ereção. Estes pacientes normalmente também demoram mais para recuperar a ereção, geralmente em torno de 9 meses.

          Os casos em que a doença se encontra confinada à próstata terão mais chances de cura apenas com a cirurgia. Mas alguns pacientes podem apresentar recidiva da doença e receber outros tratamentos como radioterapia ou hormonioterapia, que costumam afetar diretamente a qualidade da ereção.

          Vale dizer que a qualidade da cirurgia é fundamental para que a ereção se recupere. 

          Isto é conseqüência de alguns fatores, como a experiência do cirurgião, as condições locais da próstata e dos tecidos periprostáticos; das anomalias vasculares e da inervação, do tipo de pelve e do biotipo do paciente.

10. A cirurgia é mais difícil no paciente obeso: VERDADE

          Em pacientes obesos a localização da próstata é muito mais profunda, piorando sua visibilidade, a iluminação e o acesso dos materiais cirúrgicos até a glândula. 

          A cirurgia pode ser um desafio para a perícia do cirurgião. Por todas essas dificuldades, a cirurgia robótica vem ganhando importância nos grandes centros especializados, pois tem tornado a cirurgia muito menos complicada, principalmente para os pacientes obesos.

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Quais são os sintomas?

Os sintomas mais comuns são:

  • Micção frequente (aumento da frequência urinária).
  • Fluxo urinário fraco ou interrompido.
  • Sangue na urina.
  • Vontade de urinar frequentemente à noite.
  • Sangue no líquido seminal.
  • Dor ou ardor durante a micção.
          Alguns cânceres de próstata em estágio avançado podem causar alterações no fluxo urinário, às vezes podendo ocorrer complicações renais devido à obstrução. Mas doenças benignas da próstata, como hiperplasia prostática também causam os mesmos sintomas.

Se o câncer de próstata se disseminou, o homem pode apresentar sintomas como:

  • Dor nas costas, quadris, coxas, ombros ou outros ossos.
  • Perda de peso inexplicada.
  • Fadiga.
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E você, ainda considera ir ao urologista um tabu? 

          Uro-oncologista especializado em cirurgias de alta complexidade de bexiga e próstata, rim e testículo, o Dr. Francisco Fonseca contabiliza um dos maiores números de prostatectomias radicais feitas no Brasil (cerca de mil casos) e cistectomias radicais (300 casos). 

          Com 28 anos de experiência, trabalhou por mais de 25 anos no Hospital A.C. Camargo. É reconhecido no meio médico pelo seu pioneirismo e expertise desenvolvido nas cirurgias de alta complexidade. Frequenta os hospitais mais renomados de São Paulo, tais como o Hospital Sírio Libanês, Alemão Oswaldo Cruz, 9 de Julho, Bandeirantes, Samaritano, Santa Catarina, entre outros.

          Graduado pela Faculdade de Medicina da PUC de Campinas na década de 80, fez Mestrado e Doutorado em Oncologia pela Faculdade de Medicina da USP e atualmente é professor de Urologia na disciplina Sistema Urinário na Faculdade de Medicina da Universidade Nove de Julho. 

          Tem 13 artigos publicados em revistas científicas internacionais, 30 em revistas científicas nacionais, 14 capítulos escritos em parceria com outros profissionais, 4 orientações de Mestrado e 1 de Doutorado.

Fontes: https://papodehomem.com.br/cancer-de-prostata-dez-mitos-e-verdades-que-todo-homem-deveria-saber/