domingo, 29 de janeiro de 2017

Pilotando na chuva

         Seja em pleno verão, estação do calor, onde existe uma certa instabilidade climática, o céu pode estar num azul anil mas de uma hora para outra pode vir aquela pancada de chuva, as chuvas de verão, ou até mesmo no inverno, onde as chuvas são mais prolongadas, isso sempre irá surpreender-nos quando estivermos pilotando nossas motos ou planejando nossas viagens. 

         Deixar nossas motos na garagem ?? Depende, se for um passeio com amigos isso pode esperar um pouco, agora se for uma viagem que você já esta programando há tempo, aí meu amigo, o negócio é enfrentá-la. Sabemos que motocicletas e chuvas não são boas companheiras, mas não incompatíveis. Numa determinada viagem até Mendoza tivemos mais de 70% na viagem realizada literalmente debaixo d'água, era tanta chuva que na região de Rio Cuarto o povo argentino bloqueou algumas estradas pedindo para que o governo de lá tomasse medidas para que se evitassem alagamentos, uma tarefa um tanto difícil, pois existem uma grande área da Argentina que é plana e ao nível de muitos rios, exemplo é a região de Paraná e Santa Fé.

          Tomando o cuidado e levando em conta algumas dicas para pilotar na chuva, a chance de ir ao chão serão bem menores, vamos a elas:


1) O seguro da moto deve estar em dia, parece que começamos colocando medo né? Mas não, o seguro é necessário, pois dependendo do tombo o prejuízo pode ser grande. Verifique as coberturas de sua apólice com seu corretor.

2) Se tem receio de andar na chuva, verifique a previsão do tempo antes de pegar a estrada e ainda assim, se começar a chover procure um posto de serviço, uma estação de serviços para aguardar a chuva passar, medo e chuva também não combinam, vamos ver um pouco mais à frente.

3) Você deve usar um bom equipamento pessoal, roupas com proteção para tombo, somente a capa de chuva não irá te proteger de machucar alguma parte do corpo. Existem algumas roupas motociclísticas que já prometem a impermeabilização, como as calças e jaquetas de cordura. Achar uma 100% impermeável não é fácil, mas o pouco que elas segurem da chuva já esta de bom tamanho, afinal, nas chuvas torrenciais nem as capas de chuva seguram 100%, sempre tem aqueles pingos que acham um canto para entrar.

4) Com chuva a viseira do capacete embaçam e também engorduram facilmente (pela água espirrada
do asfalto) . Existem produtos no mercado que diminuem  esse problema. O capacete é sagrado para o piloto, as viseiras devem estar em ordem, limpas e sem riscos, visibilidade é tudo para pilotar na chuva. Existem alguns truques como lavar a parte externa da viseira com produtos de lavar louça ou esfregá-lo com uma batata (essa eu aprendi na Argentina), são receitas caseiras, ajudam um pouco. Também é possível abrir um pouquinho a viseira para a entrada de ar frio, mas cuidado, não abra muito, pois se entrar muita água a pilotagem estará comprometida

5) Os pneus devem estar em boas condições, os sulcos devem dar condições para que a água saia rapidamente e que a borracha tenha mais aderência  com o asfalto, caso contrário, você terá grandes riscos de aquaplanagem  com motocicleta tendo como consequência o tombo. Se os pneus não estiverem bons, deixe a moto em casa.

6) Pilote delicadamente, quando você andar na chuva deve prestar especial atenção aos vossos movimentos, o medo geralmente trava nossos braços e pernas. quando andar na chuva é necessário fazer movimentos muito suaves, sem brusquidão que podem fazer você perder aderência das rodas. O medo que colocamos aqui seria o estado de pânico, afinal, o medo de certa forma é uma proteção, pois ele nos mantem prudentes. 

7) Andar lentamente e sempre gradualmente,você precisa andar mais devagar, observar os obstáculos e não deixar para frear muito próximo da lombada ou do veículo a ser ultrapassado. As mudanças de velocidade devem ser feitas corretamente para evitar sofrer contratempos com a roda traseira, como reduzir de cada vez. Não entre muito forte nas curvas, pois você deverá manter uma velocidade constate enquanto a executa. Frear em curvas já não e aconselhável, com chuva o negócio fica mais tenso. Não é sensato insistir com os freios "dentro" da curva, como é feito com asfalto seco. Sobre a forma de freio, é necessário agir suavemente sobre a alavanca e o pedal.

8) Se for ultrapassar um veículo , procure fazer numa reta maior e também inicie a ultrapassagem bem antes, afinal, ficar atras do outro veiculo significa dizer que sua visibilidade estará comprometida pela agua que é espirrada, além de sujar poderá engordurar sua viseira.

9) Evite ficar sobre a pintura da estrada, elas são escorregadias, assim como as grelhas (agua, telefone) que existem no meio da rua em algumas cidades

10) Não use a pista central - A faixa central é onde os carros deixam o rastro de óleo, sendo a área mais escorregadia da estrada. Esta situação se agrava, especialmente nos primeiros minutos de chuva.

11) Não passe pelas poças: São dois os motivos, elas podem ocasionar uma aquaplanagem e te levar ao chão, ou também podem esconder um buraco.

12) Evite ficar entre carros, se estiver inseguro, facilite a ultrapassagem de quem vem atrás, principalmente se for um caminhão

13) Ao chegar ao seu destino, limpe a sua motocicleta, seque as partes sensíveis com uma toalha ou um pano seco: relógios, interruptores. Não se esqueça de lubrificar a corrente da moto antes de utiliza-la novamente.

14) Essencial que um olho deve estar no caminho e o outro no asfalto, dificil né? Esteja sempre atento aos dois, evite ficar olhando paisagens enquanto pilota na chuva.

Boa estrada!!! Boa chuva !!!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Cierro San Bernardo - Salta - Argentina


          Salta, "A cidade de ascendência hispânica cercada por morros" (poeta Emilio Viñals). A poucos quarteirões do centro da cidade  esta um dos passeios mais apreciados pelos saltenhos e turistas, construído entre 1987 e 1988, o Complexo Teleférico San Bernardo reúne atividades para a família inteira em um espaço de vegetação exuberante e vistas panorâmicas.

          O teleférico está instalado em uma área do Parque San Martin e em poucos minutos é possível chegar à parte superior deixando para trás o barulho da cidade, uma vez lá em cima, os terraços e varandas se entrelaçam e de muitos cantos do complexo é possível observar os edifícios, as ruas da cidade, as cúpulas das igrejas de São Francisco, de La Merced, a Catedral, Campo Quijano (o estádio da Copa do Mundo), as saídas para Cafayate e Campo Quijano, assim como o Monumento 20 de Fevereiro, dedicado à Batalha de Salta.


          No alto do Cerro San Bernardo existem  galerias naturais que são ornamentadas com belas cachoeiras artificiais, que fluem através de grande parte da colina e adiciona um som particular ao passeio. La você poderá também apreciar as estações de uma Via Sacra onde fiéis recorrem durante os festivais religiosos até alcançar a cruz e o Cristo Redentor. Existe um pequeno anfiteatro para espetáculos ao ar livre, um setor de recreação e educação fisica, uma confeitaria e duas pequenas lojas de artesanato, onde você pode adquirir recordações da cidade, o ponto máximo do passeio é acompanhar o por do sol.

          A sua posição é estratégica, de lá é possível monitor a toda cidade de Salta e parte do Valle de Lerma . Para chegar ao topo existem três opções, pelo teleférico, de carro ou então à pé 

"Ve aquella cruz del cerro y, en la cruz, los fulgores, del sol que se levanta para besar las flores de la ciudad que encanta".(Emilio Viñals)


Informações úteis


Duração: O passeio de teleférico é estimado em 8 minutos.
Horas: Diariamente, das 10 às 19:45.
Como chegar: O teleférico está no parque San Martin, para seguir de carro você tem que seguir a Avenida Hipólito Irigoyen e entrar na Avenida Ciudad de Assunção (a que leva até a RN 9) chegando no mirante existente na Ciudad de Assunção o turista deve pegar a estrada para a colina.

A nota: Se você estiver com vontade de fazer algum exercício, poderá subir até o topo do teleférico e descer suas escadas, muitos saltenhos fazem isso no fim de tarde.






























segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Bonde x multa - Esclarecimentos


Ultrapassando um caminhão e retornando para
a pista da direita - procedimento correto.
Foto: Rogério Boschini
          Após a divulgação de publicação de matéria falando sobre multa aplicada pela PRF-CE a um grupo de motociclistas, levando em consideração o Art. 174, considerando o passeio como evento, criou-se uma polêmica a nível nacional, a grande maioria dos motociclistas se revoltaram com a atitude da PRF-CE nas redes sociais, algumas pessoas também foram solidárias com a PRF.O assunto depende muito de interpretação e o que gerou conflito esta relacionado à hermenêutica aplicada palavra evento.

          Diante de tal repercussão, realizamos consulta pública  junto ao setor de Ouvidoria da Polícia Rodoviária Federal, solicitamos um parecer definindo o que seria, ou o que caracteriza um evento para a PRF. A resposta encaminhada segue abaixo:




          O anexo encaminhado é a Norma Técnica nº 011/2017/DFTT/CGO, expedida logo após o excesso de consultas realizadas junto à PRF.




          Pedimos especial atenção aos amigos motociclistas no item 3.6 - " Ficam estabelecidas, até manifestação formal e definitiva do Órgão Máximo Executivo de Trânsito......." ou seja, não é um parecer definitivo, apenas dita a forma como a PRF irá atuar até que eles tenham uma manifestação do Contran.

          Em primeiro lugar, gostaríamos de agradecer o retorno da Policia Rodoviária Federal e também colocar algumas considerações aos nossos amigos leitores.

          O objetivo aqui não é proteger motociclistas que saem em grupos pelas estradas disputando rachas como se estivessem disputando corridas em circuitos fechados, ou fazendo zig zags pela pista, assim como também não admitimos motociclistas e motoristas de veículos que se consideram donos da faixa, muito pelo contrario, somos a favor da penalização, mas pelo Artigo que lhe é devido, tal como o art, que trata sobre velocidade.

          O interesse é garantir a saída de grupos, motogrupos e motoclubes para eventos motociclísticos, permitir a sua ida ao litoral ou a outras cidades para participar de um almoço, uma festa, ou ainda, assim como acontece numa determinada rua com lojas de artigos motociclísticos em Curitiba, todos os sábados pela manhã motociclistas se reúnem para trocar informações e combinar passeios para o sábado a tarde ou então para o domingo. Impossível pedir autorização e obter resposta num fim de semana, o que torna essa  medida um tanto quanto inviável.

Grupo grande andando em velocidade constante
A pista da esquerda esta vazia, não há obstrução
Foto: Rogério Boschini


        Afinal, como a própria PRF cita, o mero deslocamento em grupo de ciclistas/motociclistas, respeitadas as normas de circulação e conduta estabelecidas no CTB e, que não traga prejuízos ao fluxo viário e/ou à segurança aos participantes e usuários da via, ainda que organizado, não será considerado evento para fins da caracterização da infração prevista no artigo 174 do CTB.

          O interessante é verificar que,  a quantidade de participantes ou seus fins lucrativos não são, por si só, determinantes para a caracterização de um evento, o importante é observar as regras de trânsito. Agora, se um grupo de motociclistas esta andando a 80 km/h numa via de mesma velocidade e alguém esta tentando ultrapassar, não são os motociclistas que estão infringindo as regras e sim o motorista, não há obstrução nesse caso.

          O maior prazer dos motociclistas é o de andar pelas estradas, para isso, sua CNH deve estar em dia. Muitas de nossas rodovias possuem velocidades diversas, se em algum trecho a velocidade é 110 km/h, ali na frente poderá ser 80 ou até mesmo 60 (em pistas simples, não duplicadas), vale salientar que os bondes de motogrupos respeitam a indicação de placas, esse é um dos papéis do Road Captain, observar placas e radares , sinalizando para os demais integrantes do motogrupo/grupo, coisa que não acontece muito com quem esta atrás de um volante, e isso pode parecer que o bonde esta "atrapalhando" a estrada, quando na verdade esta apenas seguindo a indicação das placas.

          Vale lembrar que para entrar num motoclube/grupo é necessário tempo para adaptação, seguir as regras do próprio motoclube/grupo, bem como seguir as regras de conduta na estrada, onde justamente as mais importantes são a obediência aos sinais de trânsito.

          Lembramos que, tanto a Polícia Rodoviário Federal, quanto a Polícia Rodoviária Estadual do Paraná são parceiras dos bons motociclistas, participam e realizam de eventos, também realizam cursos e demonstrações de suas normas, técnicas e equipamentos, eles tem conhecimento que motociclistas saem para as estradas devidamente protegidos, com seus capacetes, luvas e roupas especiais para eventuais quedas. Vale lembrar que, os índices de aumento de acidentes com motociclistas não são relacionados aos estradeiros, mas sim aos motociclistas dentro das cidades ou em alta velocidade na rodovia .


          Uma coisa deve ficar claro aos amigos que organizam passeios, Road Captain, Anjo e Ferrolho deverão estar atentos ao comportamento do bonde, é de extrema importância passar as devidas orientações no "briefing" realizado antes da saída para estrada. 

          Configuração de evento:

          Uma festa pública, com divulgação em redes sociais e panfletos, seja em parques públicos ou em clubes é considerado um evento e depende de Alvará Municipal, Licença do Corpo de Bombeiros , etc e tal.

          Uma festa de aniversário, com divulgação em redes sociais realizada em casa ou numa churrasqueira de parque público também é considerado um evento e nem por isso depende de Alvará Municipal, Licença do Corpo de Bombeiros , etc e tal. Porém, deverá respeitar as leis relacionadas à perturbação do sossego.
          
          Qualquer um poderá argumentar qualquer artigo do CNT, mas de nada valerá se não souber distinguir o que é um evento que depende de autorização daquele que não necessita. 
         

          Sugerimos que leiam nossa matéria "BONDES - Andando em grupos". No mais, respeitem a sinalização e BOAS ROTAS !!!!!!

Foto: Rogerio Boschini
Participando de evento da PM-PR
Demonstração de parceria dos motociclistas com campanhas de trânsito


        

          

sábado, 21 de janeiro de 2017

Los mitos y secretos de la "Mano del Desierto"

         La Mano del Desierto, escultura de casi 12 metros de altura, ya es parte de la geografía de la Perla del Norte. El monumento, ubicado 75 kilómetros al sur de nuestra ciudad, genera día tras día nuevas interpretaciones sobre su significado.

          El artífice de la escultura, el artista chileno Mario Irarrázabal, contó que en los 26 años de vida de la esfinge, ha escuchado muchísimas teorías sobre el monumento. Según su autor, cada visitante a la Mano del Desierto puede darle su propia interpretación del significado de esta escultura. Algunos dicen que es la ciudad despidiéndose del viajero. Según otros, representa a las víctimas de la injusticia y la tortura durante la dictadura militar de 1973-1990.

          "Un día, durante faenas de mantención de la mano, observé con atención cómo una señora le explicaba a sus hijos que esta obra era un homenaje a los muertos del aluvión de 1991", recordó el artista. Este mito tiene una variante, la cual plantea que los recordados eran "detenidos desaparecidos".

          El artista agregó que una historia en particular le causa mucha gracia. Ésta sostenía que el creador de la escultura era un ciudadano alemán, el cual, una vez concluida la obra, se había devuelto a su país forrado en plata. "Me da risa esta fábula, porque con esta construcción nadie ganó dinero", explicó Irarrázabal.

          La imaginación de los viajeros no para ahí. Algunas personas echaron a correr la leyenda de que la obra fue tallada en una gran piedra que había en el lugar. Lo anterior es falso, pues la escultura es de hierro y cemento.

CREADOR

          Mario Irarrázabal afirmó que estas historias no le molestan, todo lo contrario. "Me gusta que se generen relatos. Yo sólo quise construir una pausa poética en medio del desierto", precisó el escultor.


La Mano - Antofagasta - Mitos e Segredos

          La Mano del Desierto é uma escultura com quase 12 metros de altura, já faz parte da geografia da La Perla del Norte (Pérola do Norte). A obra foi inaugurada em 28 de março de 1992 e sua construção foi financiada por contribuições da Corporação Pro Antofagasta.  Sua manutenção é administrada pela mesma empresa, eles realizam limpezas periódicas por que a escultura é um alvo constante de pichações .

          O monumento esta, localizado a 75 quilômetros ao sul de Antofagasta. Sobre a construção desse monumento, todos os dias surgem novas interpretações de seu significado. O arquiteto da escultura, o artista chileno Mario Irarrázabal, disse que nos 26 anos de vida dessa esfinge, tem escutado muitas teorias sobre o monumento.

 Mario Irarrázabal 
          Segundo o autor, cada visitante do Mano del Desierto pode dar sua própria interpretação do significado desta escultura. Alguns dizem que a cidade está dizendo adeus para o viajante. Segundo outros, que representa vítimas de injustiça e tortura durante a ditadura militar de 1973-1990.

          "Um dia, durante tarefas de manutenção na mão, observava cuidadosamente como uma senhora explicava a seus filhos que este trabalho tinha sido uma homenagem aos mortos da enchente de 1991". Este mito tem uma variante, onde afirmava que os desaparecidos eram prisioneiros no Chile.

         Mario Irarrázabal relatou que uma história em particular lhe causava muita graça. Ele ouviu que o criador da escultura era um cidadão alemão, que, logo após concluir a obra retornou ao seu país forrado de prata. "Dá-me rir esta fábula, com esta construção, porque ninguém fez dinheiro", disse Irarrázabal.

          A imaginação dos viajantes não param por aí. Algumas pessoas correram a lenda que a obra foi esculpida em uma grande pedra no lugar. Isto é falso porque a escultura é de ferro e cimento.

          Outra é a forma como ela é chamada, muitos a chamam de "La Manoe de Dio", para os chilenos ela é chamada somente "La Mano del Desierto".

          Mario Irarrázabal afirma que essas histórias não incomodam, justamente o oposto. "Gosto de histórias geradas. Eu só queria construir uma pausa poética no deserto", disse o escultor.

         O fato é que "La Mano del Desierto" é um dos destinos preferidos de muitos motociclistas, tirar uma fotografia diante da esfinge é como se fosse receber um troféu por ter ganho uma grande competição. Ficar parado por alguns momentos em alta temporada (dezembro-janeiro) significa encontrar gente de todo lugar. Na fotografia ao lado estão um grupo de Curitiba, outro de São Paulo e também do Peru, ali saem troca de relatos de viagem e experiências pessoais, muito gratificante.











sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Grandes Salinas - Argentina


          As Grandes Salinas é um grande deserto de sal e esta localizada na Província de Salta no noroeste argentino, parada obrigatória para quem se dirige à Santa Pedro de Atacama - Chile pela RN-52, afinal, a Ruta 52 corta este deserto.

          Grandes Salinas é o maior salar da Argentina, possui uma área de 6.000 km², tamanho razoável se considerarmos os 10.582 km2 do Salar de Uyuni na Bolívia. Por isso possui importância industrial para a extração de minas de sódio, potássio e lítio. A crosta de sal com cerca de meio metro de espessura que forma as Salinas Grandes é o resto de um lago que se secou há milhares de anos.

          A visão da salina causa uma sensação estranha aos viajantes, ao estarem completamente rodeados por sua brancura, acaba-se perdendo um pouco a noção de espaço e direção, isso torna o local um espaço ideal para ensaios fotográficos com brincadeiras com o tema relacionados a anões e gigantes.

          É de grande importância a utilização de óculos escuros durante o passeio, sem eles os olhos lagrimejam muito. Em estações chuvosas acumula-se água em cima da crosta de sal, originando um efeito espelhado espetacular. Apesar de estar no meio do deserto, é comum cair a temperatura, devido ao fato de estar numa região de grande altitude. Em viagem realizada pela região do salar, passamos pelas duas situações, estava relativamente quente e após uma chuva a temperatura caiu consideravelmente.





          Para chegar a esta região isolada deve-se seguir pela RN nº 9 até o cruzamento de Purmamarca, em seguida, acessar a Rodovia Nacional 52 e viajar 126 km rumo ao Deserto do Atacama, que passa por dentro do salar.


Foto: Natália Begattini


          Na região não existem restaurantes, lanchonetes e banheiros, o posto de gasolina mais próximo fica na cidade de Susque. O que você vai encontrar são alguns artesãos vendendo placas cerâmicas com trabalhos de superfície realizadas com sal, muito bonitas e com preço razoável.



  








Dica: Não se esqueça dos óculos de sol, filtro solar e um casaco para se proteger do vento. Beba muita água e, se achar necessário, compre algumas folhas de coca para prevenir o mal de atitude. Salinas Grandes está 4.170 metros acima do nível do mar.













Nessa empreitada não fui de moto, levei toda a família, viagem sensacional.